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Sexta-feira - 18 de Abril de 2014

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Latrocínio - roubo seguido de morte Email

  A mídia tem noticiado, seguidamente, assaltos com final trágico, ou seja, morte de vítimas inocentes. O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) cresceu 79% no município de São Paulo. O executivo Massuo Nagashima, de 56 anos, no início deste ano estava no bairro da Saúde, dentro de seu carro, quando foi abordado por dois meliantes armados. Ao soltar o cinto de segurança foi alvejado com dois tiros, vindo a falecer no local. O estudante de engenharia Rafael Visini, de 23 anos, dirigia seu carro pela Avenida Juntas Provisórias, no dia 4 de maio, quando foi abordado por dois motoqueiros que usavam capacetes com viseiras escurecidas. Durante o assalto um dos bandidos fez um disparo que foi fatal; atingiu a cabeça da vítima, que não resistiu aos ferimentos. Outro dado que nos chamou a atenção é que 10% das vítimas eram policiais civis ou militares. Dos 39 latrocínios registrados na capital no primeiro semestre, 20 ocorreram dentro de veículos, 7 no comércio, 10 contra pedestres e 3 em residências. A maioria das vítimas foi de homens entre 36 a 50 anos. 47% dos casos foram praticados às quartas e quintas-feiras; 42,5% no período noturno. Em minha pesquisa criminal detectei que a causa principal do aumento da incidência desse tipo de crime é o uso, cada vez mais frequente, do "crack" por jovens marginais. Considerando-se que esses criminosos não têm habilidade para lidar com armas de fogo de forma adequada, e que o ato criminoso provoca estado de tensão elevado, na maioria das vezes, suas mãos devem ficar trêmulas, existindo, assim, grande possibilidade de disparo acidental ou intencional. Portanto, devemos nos manter atentos, ligar as antenas da prevenção e evitar situações de risco, como a de permanecer dentro de carros estacionados falando ao celular, retocando maquiagem, ouvindo música ou até mesmo namorando. Se não foi possível evitar a abordagem criminosa, cabe tomar algumas cautelas que passo a expor: 1) Procure manter o controle para que o marginal não fique ainda mais alterado. 2) Avise sobre os movimentos que for fazer e realize-os vagarosamente. 3) Evite movimentos bruscos com o corpo ou mãos, pois o marginal pode interpretar como reação. 4) Não tente fugir a pé ou acelerando o carro ou moto. Lembre-se que o bem material pode ser recuperado, mas a vida não. 5) Jamais reaja, mesmo se desconfiar que a arma é de brinquedo. Um assaltante dificilmente age sozinho, normalmente tem comparsa para lhe dar cobertura e apoio.

 

Dr. Jorge Lordello

 

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