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Bebida Alcoólica – Uso Excessivo, Conseqüências Email
O brasileiro tem por hábito dirigir embriagado, mas desconhece as punições de tal crime. Com o advento do Novo Código Nacional de trânsito, as penalidade são pesadas para os que insistem em dirigir apos exceder-se na ingestão de bebida alcoólica.

Bebida Alcoólica – Uso Excessivo, Conseqüências É importante ter uma noção de quanto se pode beber e ainda ser capaz de dirigir um automóvel sem infringir a nova lei de trânsito. A quantidade de bebida ingerida que irá causar níveis de álcool no sangue acima do permitido depende de vários fatores: massa corporal - peso e altura, tipo de bebida, velocidade de ingestão etc.

A frota de veículos existente no Brasil gira em torno de 26 milhões de carros. Por ano morrem cerca de 27.000 brasileiros vítimas de acidentes com veículos, uma marca detestável que nos coloca entre os primeiros no mundo em mortes no trânsito.

Que vergonha Brasil! Cerca de 300.000 pessoas são feridas anualmente em razão de acidentes, trazendo um prejuízo incalculável á nação.

Grande porcentagem dos acidentes de trânsito, com ou sem vítima, ocorridos diariamente, são causados por condutores que insistem em dirigir veículos após ingerirem grandes doses de bebida alcoólica. A ingestão de bebida alcoólica retarda os reflexos. Portanto, evite beber antes de dirigir.

As estatísticas revelam que 90% dos acidentes tem fator humano como causa. Apenas 6% dos acidentes ocorrem em conseqüência das condições das vias e 4% em razão de falha mecânica dos veículos envolvidos.

Um décimo dos acidentes com vítimas foi provocado por motoristas que dirigiam com excesso de álcool no sangue. Dos motoristas e motociclistas mortos em acidente de trânsito, um terço deles possuía nível de álcool acima do estabelecido por lei.

Está comprovado que dois terços dos motoristas e passageiros falecidos nas madrugadas dos fins de semana apresentaram nível de álcool no sangue bem acima do limite legal.

Mas qual a punição? Antigamente, o motorista flagrado dirigindo embriagado e colocando em risco a incolumidade pública, respondia pela contravenção penal de direção perigosa com penas brancas. Com isso ele não se sentia pressionado a evitar o abuso, gerando assim uma sensação suave de impunidade. O presidente Fernando Henrique Cardoso, após sancionar o Novo Código Nacional de trânsito que passou a vigorar em 23/1/98, teve como preocupação criminalizar algumas contravenções e uma delas foi a de dirigir embriagado, estabelecendo penas severas aos infratores, podendo levá-los a prisão. O art. 165 do Código de trânsito estipulou como infração gravíssima, com pena de 180 Ufir (podendo ser aumentada em 5 vezes), suspensão do direito de dirigir, retenção do veículo e recolhimento da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) o motorista que: "Dirigir sob influencia de álcool , em nível superior a 0,6 grama por litro de sangue, ou de qualquer substancia entorpecente". Acima desse limite o infrator será penalizado nas formas da lei.

Quando um individuo ingere bebida que contem álcool, ele sofre as repercussões desse ato. O álcool rapidamente vai até o estomago e o intestino delgado, onde é absorvido. Imediatamente cai na circulação sanguínea. Juntamente com o sangue passa pelo fígado, indo ao coração através da veia cava inferior. Em seguida passa á artéria pulmonar, indo aos pulmões, onde recebe a companhia do oxigênio e retorna ao coração. Dai ele vai até o sistema nervoso central e repercute sob forma de sensações e perturbações. Ainda nos pulmões, uma pequena parte evapora com a expiração no ar ambiente, proporcionalmente à quantidade de álcool contido no sangue. Uma outra parte é eliminada através dos rins em forma de urina.

Quem gosta de apreciar uma bebida, tem de saber o momento de parar. Portanto, se você deseja ter complicações somáticas, tais como: neurite, gastrite, impotência sexual e cirrose hepática, é só beber desregradamente.

Dr. Jorge Lordello 

 

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