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MOTOR

É o órgão principal que impulsiona e segura o veículo. A produção e durabilidade do motor dependem do funcionamento harmônico de seus sistemas:

- Arrefecimento e
- Lubrificação
- Carburação
- Escape
- Admissão


1) O que não se faz com o motor:

a) utiliza-lo antes de aquecê-lo;
b) utilizá-lo quando qualquer dos sistemas acima estiver deficiente, porque senão ele irá se acabar;
c) não exigir do motor aquilo que ele não pode realizar (excesso de giro e buscar velocidade com marcha incompatível).


2) Como inspecionar o motor:

a) nível de oléo;
b) nível de água;
c) tensão nas correias;
d) vazamentos;
e) funcionamento da marcha lenta e aceleração (atentar para ruídos estranhos).



SISTEMA DE DIREÇÃO

É responsável pela condução do veículo, composto de poucas peças, quais sejam: volante, árvore, caixa, barras e terminais.
A direção exige constante observação do motorista quanto a desgastes e desalinhamentos, que podem provocar aumento no consumo de combustível, desgaste dos pneus, perdas de estabilidade e acidentes graves e inesperados.

1) ângulos da direção:

a) câmber: alinhamento no sentido vertical
b) cáster: inclinação do pino mestre (guidão da bicicleta)
c) convergência: (ou divergência) alinhamento no sentido horizontal



SISTEMA DE FREIOS

Sistema hidráulico servo – assistido (viatura RPP). Utilização do vácuo de admissão do motor para diminuir o esforço do motorista, de modo que, com o motor desligado não há freios.
Exige atenção dos motoristas quanto ao desgaste das pastilhas e lonas, que, se não substituídas a tempo, além de expor a veículo a riscos, desgastam peças de alto custo como discos e tambores.
Quando se freia e o pedal começa a ceder gradualmente é sinal de que há algum defeito no sistema, provavelmente está com algum vazamento de óleo no circuito e conseqüentemente após algumas freadas ficará completamente sem freios.


SISTEMA DE SUPENSÃO E PNEUMÁTICOS

1) Suspensão:
Responsável pela sustentação dos veículos sobre os pneus. Serve para absorver as irregularidades da pista por ação das molas e não permitir através dos amortecedores que o veículo fique saltitando pela mesma ação das molas.
Componentes avariados na suspensão determinarão grande perda de estabilidade do veículo.
O excesso de peso (carga) no veículo comprometerá a eficiência da suspensão.

2) Pneumáticos: (Pneus)
É o mais importante dos sistemas no que se refere à segurança.

a) nunca se deve andar com pneus lisos;
b) nunca se deve andar com pneus descalibrados;
c) nunca se deve alterar o tipo ou a bitola dos pneus (usar só o recomendado pelo fabricante).



SISTEMA DE TRANSMISSÃO

É responsável pela transferência da energia do motor às rodas motrizes, vai desde a embreagem até as rodas.
A parte mais sensível deste sistema é a embreagem que funciona através da fricção de um disco de amianto de maneira a permitir que a energia do motor seja transmitida de maneira gradual possível ao sistema evitando trancos prejudiciais ao motor, coxins, suspensão, transmissão e seus usuários.
A embreagem deve ser utilizada somente para a troca de marchas saídas e paradas do veículo, nunca deve ser utilizado o pedal da embreagem para descanso do pé ou para segurar o veículo em aclives.
Em trânsito congestionado, não ficar ” brincando” com a embreagem, ou seja, acelerando forte o motor mantendo o pé na embreagem, controlar saídas e paradas bruscas com a embreagem semi acionada, evitando que a potência do motor seja plenamente passada as rodas.


SISTEMA ELÉTRICO

É um sistema composto que exige tecnologia para se conhecer detalhes.

1) Ao motorista compete saber

a) Motor de partida: serve para acionar o motor do veículo e não deve ser acionado com insist6encia quando o motor não pegar.
b) Bateria: deve estar sempre bem afixada, deve ser verificado com freqüência o nível da solução, completada com água destilada. Seus pólos devem estar sempre livres de impurezas.
c) Alternador: o alternador é responsável pela carga da bateria, e nos caminhões diesel da Ford, também pelo contagiros. Deve-se manter a correia que aciona sempre ajustada. Quando o contagiros não funciona a contento é sinal que a correia já está frouxa.
d) Caixa de fusíveis: todo motorista deve saber a localização da caixa de fusíveis do veículo e levar sempre alguns de reserva para substituição. A queima constante de fusíveis indica necessidade de uma revisão no sistema por um eletricista.
Nunca se deve substituir um fusível por qualquer outro material (papel, cigarro, clips, etc) sob pena de se provocar incêndio no veículo.

Nunca se deve fazer adaptações no sistema elétrico (extensões, gambiarras, etc)


NORMAIS GERAIS DE MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO

1. Generalidades:

A manutenção de 1º escalão é uma operação diária, executada pelo motorista, auxiliado pela guarnição da viatura e o responsável por esta manutenção é o comandante da sua Unidade.
A manutenção de 1º escalão compreende: as inspeções, o reabastecimento (serviço), as lubrificações, os reapertos, a limpeza, os cuidados com as ferramentas, equipamentos, pneus, baterias e acessórios.
Dois são os tipos de manutenção de 1º escalão: diária e semanal. Diária é a manutenção de 1º escalão executada antes, durante e após o movimento.
Semanal é a manutenção do 1º escalão ao completar os trabalhos após o movimento: consiste na execução de todas as operações de 1º escalão diária num aspecto geral, na verificação de fatores que podem afetar o funcionamento da viatura e nos cuidados relativos ao seu aspecto geral.
As operações de manutenção de 1º escalão são executadas com as ferramentas e equipamentos orgânicos da viatura.


2. Reabastecimentos:

Entende-se por reabastecimento, a verificação ou completar o combustível, óleo no Carter, água ou anti-congelamento no sistema de desarrefecimento e ar nos pneumáticos.

a. As prescrições de segurança relativas ao uso do combustível devem ser rigorosamente observar e são as seguintes:

1) desligar o motor e as estações de rádio da viatura;
2) retirar a tampa do reservatório de combustível;
3) introduzir dentro do tubo do reservatório de combustível um bico de mangueira;
4) manter o contato do bico com o reservatório evitando friccionamento dessas partes;
5) evitar derramar o combustível;
6) não abastecer a viatura, próxima a fogo, fogueira, etc;
7) não fumar ou acender qualquer material próxima ao local onde a viatura se encontrar sendo abastecida;
8) verificar o reservatório da partida a frio (veículos à álcool) e se necessário completar o combustível (gasolina)


b. Na verificação e completar o óleo do carter, devem ser observados os cuidados:

1) colocar a viatura em local plano;
2) retirar a vareta medidora e limpa-la com um pedaço de pano ou estopa limpa;
3) colocar novamente a vareta e verificar o nível de óleo;
4) limpar cuidadosamente a vareta medidora, a tampa do tambor ou vasilhame, o funil de enchimento do carter com um pano ou estopa antes de enchê-lo novamente;
5) não colocar óleo demasiado no carter;
6) usar o tipo de óleo recomendado pelo manual técnico da viatura;
7) limpar o óleo derramado durante o reabastecimento;


c. Na verificação e recompletamento de água no sistema de arrefecimento, devem ser tomados os seguintes cuidados:

1) verificar o nível de água no radiador que é normal quando ela atinge o tubo do ladrão;
2) reabastecer sempre com o motor frio, ou ir colocando água aos poucos com o motor funcionando quando ele estiver quente;
3) usar sempre que possível água limpa de preferência petável;
4) caso seja necessário, empregar água suja, o sistema de arrefecimento deverá na primeira oportunidade, ser lavado com água limpa.



3. Lubrificação: seguir orientações do fabricante


4. Aspectos de porcas e parafusos:

Todas as porcas, parafusos, chavetas, etc, encontradas soltas, frouxas ou inutilizadas, devem ser apertadas ou substituídas pelos motoristas desde que isso não implique em regulagem ou ajuste. O motorista deve conhecer perfeitamente o emprego correto das suas ferramentas e saber executar qualquer aperto.

s principais apertos de porcas, parafusos e bujões feitos pelo motorista, são os seguintes:

- porcas das rodas;
- porcas e parafusos dos parachoques;
- porcas e parafusos dos amortecedores;
- porcas e parafusos de carroceria e paralama;
- porcas e parafusos dos ganchos para reboque;
- porcas e parafusos dos diferenciais;
- porcas e parafusos do carter da embreagem ;
- porcas e parafusos do cajado do toldo;
- porcas e parafusos dos mancais intermediários da transmissão;
- porcas e grampos em U das molas de suspensão;
- porcas e parafusos das juntas das árvores de transmissão (cruzetas);
- Bujões de escoamento e enchimento do carter do motor, diferencial, caixa de mudança, etc.


5. Limpeza:

Depois da utilização de uma viatura, esta deve ser imediatamente limpa, a fim de evitar camadas de sujeira acumuladas, endureçam e que o pó e demais partículas estranhas danifiquem as superfícies de apoio.

a. A carroceria e as partes exteriores do chassi podem ser lavadas usando-se mangueira, evitando porém, que a água caia sobre o motor para evitar problemas com o sistema de ignição;
b. Para a limpeza do motor e demais peças, não se deve usar gasolina, e sim um solvente por ser mais seguro. As tabulações não devem ser polidas porque a pressão exercida sobre elas, pode afrouxar-lhes as juntas. Não se deve pintar os alvéolos do radiador, pois isso retardaria o seu resfriamento;
c. As viaturas devem ser inspecionadas antes da lavagem, a menos que estejam muito sujas. Isso constitui uma maneira de verificar as peças e os conjuntos que estejam frouxos, pois qualquer solução de continuidade da camada suja, denuncia tal afrouxamento;
d. A viatura usada no transporte de qualquer substância nociva, deve ser descontaminada imediatamente após o transporte.


6. Cuidados com as ferramentas e equipamentos:

a. cabe aos motoristas a responsabilidade de ter ferramentas, peças sobressalentes, extintores de incêndio e demais equipamentos de sua viatura em seus lugares próprios, limpos e em condições de serem utilizados a qualquer momento.
Qualquer irregularidade com esses instrumentos, deve ser comunicada à autoridade competente;
b. Ao motorista deve ser dada conveniente instrução para uso correto das ferramentas e equipamentos e cuidados a ter com os mesmos.


7. Cuidados com os pneumáticos:

a. Calibragem: o motorista deve verificar constantemente a pressão dos pneumáticos (sempre com eles frios) e completar-lhes o enchimento sempre que preciso. Para isso deve usar um calibrador de pneus, única maneira de obter uma informação segura;
b. Remoção: uma vez por ano, pelo menos, é mister remover os pneumáticos a fim de limpar os aros para evitar a ferrugem;
c. Rodízios: as rodas, inclusive as sobressalentes, devem ser mudadas de posição periodicamente, a cada 5000 km, com o objetivo de uniformizar desgastes;
d. os motoristas devem estar atentos para assinalar indícios de desgastes excessivos ou anormais dos pneumáticos, e que sempre podem ser atribuídas as seguintes causas.
1) Pressão de enchimento insuficiente ou excessivo;
2) Imperícia na direção, sobretudo em partidas bruscas;
3) Uso impróprio de freios;
4) Desalinhamento das rodas;
5) Excesso ou ,á distribuição de carga;
6) Dimensões impróprias de pneumáticos;
7) Conservação: recomenda-se também o uso do produto distribuído pelo CSM/MB ou glicerina nos ombros e bandas laterais dos pneus para evitar ressecamento e rachaduras.


8. Cuidados com as baterias

O motorista deve cuidar convenientemente da bateria de acumuladores e destarte prolongar-se a duração útil deve ser normal.

a. conservar limpos e ajustados os cabos de bateria;
b. limpar as braçadeiras utilizando uma fraca solução alcalina;
c. secar, reajustar e untá-las com uma camada protetora de vaselina;
d. verificar diariamente o nível de eletrodo (solução);
e. conservar a bateria limpa e firmemente presa ao seu suporte;
f. participar ao seu chefe imediato, qualquer anormalidade na bateria.


9. Reparos de emergência

a. Ao fazer reparações de emergência, o motorista não deve forçar peça, nem praticar o reparo sem que esteja seguro do motivo de avaria.
Na primeira oportunidade deve informar a seu chefe imediato a fim de que o trabalho possa ser revisto por mecânico.

b. os reparos de emergência que podem ser executados pelo motorista são os seguintes:
1) trocar, limpar e instalar velas;
2) apertar as porcas;
3) vedar com fita adesiva, os vazamentos nos condutores de combustível ou óleo e apertar as conexões;
4) cobrir com fita isolante, cabos elétricos avariados;


10. Inspeções do motorista

Compreendem observações que devem ser feitas antes da partida e durante o movimento, nos altos e após o trabalho. No caso de se constatar qualquer defeito cuja correção não seja de sua alçada, deverá participá-lo ao seu chefe imediato.

a. inspeções diárias – as inspeções diárias tem por finalidade o controle da manutenção de 1º escalão da subunidade.
1) a inspeção diária antes da partida constata se alguma alteração ocorreu desde o último serviço realizado. Não deve ser nunca omitida, pois sua execução demanda poucos minutos que poderão se tornar muito tempo de manutenção corretiva, senão for executada.
2) A inspeção durante o movimento – verifica se há falhas no funcionamento da viatura, através de ruídos anormais, vapores de radiador, fumaça em qualquer órgão da viatura ou odor produzido pelo super aquecimento do dínamo, freios ou embreagem. A marcação do instrumento do painel deve se acompanhada constantemente para verificar prontamente qualquer indicação de mau funcionamento de um órgão qualquer da viatura.
3) A inspeção durante os altos – deve ser considerada com mínimo da manutenção preventiva e não convém ser otimista, qualquer que seja a situação tática.
4) A inspeção após o trabalho – tem por objetivo deixar a viatura pronta para ser empregada novamente a qualquer momento. O motorista e a guarnição devem procurar lembrar-se de todas as irregularidades observadas durante o dia de trabalho e procurar a sua correção.

 

b. Inspeções semanais - As inspeções semanais tem por objetivo complementar a manutenção diária, particularmente no que tange a reapertos, verificação de fatores que podem afetar o funcionamento da viatura e cuidados relativos aos aspectos da mesma.
c. Tanto na inspeção diária como na inspeção semanal, devem ser observados os seguintes pontos:
1 ) A inspeção de cada ordem estende-se também aos seus superiores e conexões : consiste ordinariamente em exame para constatar se o mesmo se acha em bom estado, corretamente montado, fixado firmemente e não excessivamente gasto.
2 ) O bom estado se verifica geralmente, por um exame visual externo, determinando se o órgão se acha ou não avariado.
São fatores de mau estado : o emperramento, a torção, a queimadura, a rutura, o desencapamento, o rasgo ou corte, a falta de lubrificação, etc.
3) A montagem correta é geralmente constatada por uma inspeção visual, observando se o órgão se acha ou não em sua posição normal, em relação ao veículo e aos respectivos encaixes vizinhos.
4) A firmeza da fixação é ordinariamente, verificada com a mão ou por meio de uma alavanca ou chave.
Esta verificação deve incluir os suportes, arruelas, porcas, arames, contrapinos, etc.

 

Fonte: Polícia Militar do Estado de São Paulo

 

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