Página Inicial arrow Cartão de Crédito arrow Orkut reúne fraudadores de cartão de crédito
Sábado - 26 de Setembro de 2020

Segurança da Mulher

Assédio Sexual
Dicas Especiais

Segurança no Trabalho

Incêndio

Segurança da Informação

Espionagem Industrial

Frases do Dr. Lordello

frase3.png

Enquete

Quais as razões para o aumento da criminalidade?
 

Cadastre-se no Portal

Cadastre-se no Portal e receba nossos informativos periodicamente, além de concorrer a livros e convites para palestras.

:




Redes Sociais

Conecte-se ao Facebook!
Siga-nos no Twitter!

Nossos Parceiros

Grupo Padrão
Condomínio em Foco
Ganhe mais visibilidade. Anuncie aqui!
Méthodo Gestão Educacional
Lordello Consultoria
QAP Segurança
Método Lordello de Treinamento em Segurança
Porto Service
Leão Serviços
JSEG Vigilância
Seguridade
Wall Service
Pro Security
Associação Nacional de Agentes de Segurança
Life Condomínios
Comunicação Juridica
Full
Terras de Gênova
FL Terceirização
Top Clean
Good Clean
Crimes & Acidentes
NR Service
Avitran
Grupo Titanium
Grupo Vip
ATS Terceirização
ASC Service
Protecães
Grupo GP

Quem está On-line

Orkut reúne fraudadores de cartão de crédito Email
O site de relacionamento Orkut está sendo usado agora como ponto de encontro para comunidades que afirmam comprar e vender números de cartão de crédito. O G1 visitou quatro delas para entender como são feitas as negociações - os nomes destas comunidades serão omitidos para evitar sua identificação.

Nelas, há referências a salas de bate-papo que servem de bolsa de negócios de números de cartões e de conta corrente. Nos três dias consecutivos em que a reportagem visitou as salas, no início de setembro, a oferta de compra e venda aconteceu no período da tarde e da noite. Tudo foi feito às claras, com pedidos diretos por parte dos compradores e vendedores.

Em uma negociação com a reportagem do G1, um suposto criminoso ofereceu cartões de crédito do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF). Disse que tinha inclusive “referências” do seu trabalho com outro criminoso. Bastava ir lá conversar com o “colega”. No meio da transação, a conversa mudou de rumo. O pirata virtual perguntou se a reportagem não conseguiria “fabricar” duas certidões de nascimento. Em caso positivo, ganharia R$ 3 mil pelo serviço.

Em outra conversa, a reportagem simplesmente fez a pergunta: “quem tem cartões para vender?”. Dois responderam que tinham. Um deles ofereceu dois cartões BB e três CEF com dados completos (todos os necessários para fazer uma transação eletrônica). Queria 50% do valor total utilizado. Outro disse que tinha cartões BB, CEF, Itaú, HSBC e Real. O valor que ficaria com ele também seria 50% (veja aqui imagem da negociação em uma sala, distorcida para evitar identificação).

Sites de relacionamento e salas de bate-papo têm sido muito usados para esse tipo de golpe, segundo Paulo Quintiliano, chefe da perícia de informática da Polícia Federal. “Com a dificuldade de conseguir informações sobre os usuários em sites como o Orkut, nosso trabalho fica bastante prejudicado, pois não temos as provas para prendê-los”, comentou. Apesar dos empecilhos, a Polícia Federal prendeu em setembro 58 pessoas acusadas de pertencer a uma organização especializada em invadir contas bancárias usando a internet (veja vídeo da operação).


» Outro lado

A Google Inc, que controla o Orkut, afirmou via assessoria de imprensa que “tem conhecimento de vários crimes praticados no Orkut, mas não tem uma resposta para esse crime específico [uso do site como ponto de encontro para compra e venda de números de cartão de crédito]”. A empresa disse também que equipes monitoram o site constantemente para ver se há algum tipo de abuso, além de contar com a ajuda dos próprios usuários denunciando seu mau uso.

Os diversos tipos de crimes existentes no site de relacionamento causaram problemas para a Google do Brasil, que foi obrigada pela Justiça a quebrar o sigilo de perfis e comunidades criminosas --os dados devem ser entregues nos próximos dias. Assim como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal afirma que a empresa se recusa a fornecer informações sobre pessoas que utilizam o Orkut para divulgar conteúdo proibido por lei, como mensagens de preconceito racial.

A filial brasileira alega impossibilidade de fornecer os dados de usuários do site de relacionamentos, pois estas informações estariam em servidores nos Estados Unidos, onde fica a matriz da empresa.

Também cientes do mercado negro de dados financeiros, as empresas de cartão de crédito dizem estar preocupadas com a ação os fraudadores. “Monitoramos a internet, embora seja impossível controlar a troca de informações no ambiente virtual. Toda vez que vemos algo suspeito, enviamos as informações para a polícia”, disse Isabel Silva, diretora de risco da Visa do Brasil. Já que é impossível monitorar tudo, a empresa se concentra em ações preventivas, como educação dos usuários para que eles mantenham seus dados em segurança.


» Guerra

O número de crimes cibernéticos no Brasil aumentou muito nos últimos anos, assim como a quantidade de pessoas que trabalham em seu combate. “Em 2000, éramos em 15 pessoas na área na Polícia Federal e fizemos 214 laudos. Em 2005, já estávamos em 150 e fizemos mais de 1400 laudos”, disse Quintiliano.

Nesta guerra, os criminosos cibernéticos concluíram que têm mais chances de obter sucesso se definirem funções específicas dentro do grupo (veja como funciona o roubo de dados). Assim, os “spammers” disseminam os e-mails com as mensagens para seduzir os usuários a visitar sites maliciosos ou baixar arquivos que podem capturar informações. Os “coders” desenvolvem estes códigos também conhecidos como cavalos de tróia. Já os “bankers” recebem os dados e fazem as transações financeiras, enquanto os laranjas cedem suas contas bancárias para receber o dinheiro transferido indevidamente.

“Não se trata de uma pessoa atrás de um computador, mas sim de grupos voltados para fraudes que têm hierarquias e funções muito bem definidas”, afirmou ao G1 Otávio Artur, diretor do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI), empresa especializada em perícias digitais e apuração de crimes e fraudes no mundo cibernético.


» Clientes são aliados dos bancos no combate a crimes virtuais

Há alguns anos, as instituições financeiras passaram a investir pesado na segurança de seus sistemas, para evitar que elas e também os seus clientes fossem vítimas das fraudes virtuais --em 2005 foram gastos R$ 1,2 bilhão, enquanto os prejuízos com golpes via meios eletrônicos ficaram em R$ 300 milhões. Apesar dos investimentos, a solução para este problema está nas mãos de quem nem sempre entende muito do assunto: os próprios clientes.

Para reduzir as perdas, os bancos terão de trabalhar em parceria com os usuários da internet --pessoas que muitas vezes clicam, sem saber, onde não devem, facilitando o roubo de informações financeiras. “As principais vulnerabilidades referentes à tecnologia já foram consertadas. O foco agora está na educação do internauta, que representa o elo mais fraco desta corrente”, afirmou Otávio Artur, diretor do IPDI (Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações).

As instituições financeiras, no entanto, utilizam há anos a tímida estratégia de disponibilizar informações sobre segurança em seus sites. Foi o banco Itaú que quebrou o tabu e iniciou no mês passado o programa “Mais Segurança” --veiculado na TV, revistas e jornais, a campanha mostra que o cliente pode contribuir para minimizar as chances de sucesso do fraudador.

“É natural que muitas pessoas precisem ser educadas sobre o uso do banco via internet, uma ferramenta ainda relativamente nova. Por isso, quisemos dar o alerta sobre segurança como parte de um programa de uso consciente dos nossos serviços”, disse Antonio Matias, vice-presidente de desenvolvimento e marketing do Itaú. Ele reconhece que é necessário muito cuidado ao tratar do assunto, pois este tipo de campanha deve informar, e não assustar o usuário.

No anúncio veiculado na televisão, uma mulher tranca a porta de sua casa e, quando vai colocar a chave debaixo do tapete, vê que todos os vizinhos estão fazendo o mesmo. “Optamos por formas muito simples de dizer aos nossos clientes que eles não terão qualquer problema se tomarem os cuidados necessários”, continuou Matias. O programa de segurança também prevê a distribuição de cartilhas que contribuem para a orientação dos usuários.

Iniciativas deste tipo nunca podem partir do princípio que o internauta já sabe como se proteger, pois todos os dias a internet ganha novos adeptos que são vistos como alvo fácil. Além disso, piratas virtuais trabalham incessantemente na criação de novos golpes e estratégias que podem enganar até os internautas mais informados e experientes. Afinal, quem nunca teve seu dia da bobeira?

Fonte: G1
 

< Anterior   Próximo >
 AdvertisementAdvertisement