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2021 – Criança ajuda a invadir prédio para assalto Email

 

No dia 8 de janeiro de 2021, uma sexta-feira, foi assaltado um prédio em Perdizes/SP. A mídia não noticiou o ocorrido. O crime foi engendrado de forma ardilosa; vale a pena acompanhar o modus operandi dos marginais. 

No início da tarde, um garotinho, com aproximadamente 10 anos de idade, entrou pela portaria do edifício como se fosse morador. O porteiro não fez nenhum tipo de conferência; provavelmente o confundiu com algum residente.

  

A criança dirigiu-se a uma quadra de futebol no interior do prédio onde meninos jogavam bola. Em pouco tempo, o intruso já estava disputando uma partida. 

Importante ressalvar, que da calçada do edifício é possível ver a área esportiva. Essa informação forneceu subsídios ao grupo criminoso para engendrar a estratégia de invasão.

Após quase uma hora se divertindo com crianças do edifício, o garotinho dirigiu-se até a guarita no mesmo instante que dois homens se aproximavam da portaria. O menor acenou para o porteiro liberar a entrada de seus supostos tios, no que foi prontamente atendido.

 

Os tais visitantes passaram pela clausura de pedestres e abraçaram a criança. Em seguida, adentraram ao interior do local e através da escada de incêndio, evitando assim a câmera de segurança do interior do elevador, tiveram acesso ao primeiro andar e, silenciosamente, buscando alguma que estivesse destrancada, passaram a mexer nas fechaduras das portas de serviço.

Somente no quarto andar os dois ladrões encontraram um dos apartamentos com a porta destrancada e assim entraram na unidade pela cozinha, mas naquele exato momento a empregada surgiu e foi rapidamente dominada e amarrada.

Os bandidos tiveram tempo de vasculhar o apartamento e colocar objetos de valor em uma mochila que carregavam. O mais curioso, é que enquanto tudo isso acontecia, a criança continuava a se divertir jogando futebol. 

Em menos de uma hora os bandidos deixaram tranquilamente o edifício. Logo em seguida, o parceiro, delinquente menor de idade, após se divertir na quadra poliesportiva, também foi embora. 

ERROS E FALHAS VERIFICADAS            

 

1) O condomínio não possui controle de acesso eletrônico para moradores. Confia somente na memória fotográfica dos porteiros, que, é claro, pode falhar. 

2) A administração não pode permitir que crianças autorizem entrada de pessoas. Diversos prédios não permitem que empregados domésticos autorizem entrada de visitantes e prestadores de serviço. O ideal, é que somente moradores adultos tenham esse poder, isso para garantir bom nível de segurança. 

3) Faltou cadastramento! A dupla de bandidos não teve que realizar cadastro com apresentação de documento pessoal (RG ou CNH) na portaria e nem registro de fotografia. Com a autorização do menor de idade, os portões da clausura foram abertos imediatamente, sem nenhum tipo de verificação. Acessos de pessoas estranhas ao edifício devem ser registrados em programa específico em computador para que a administração possa ter em mãos todo o fluxo de pessoas no local. 

4) Muitos moradores cobram dos síndicos medidas para aumentar a segurança, mas, na prática, muitos deles não fazem sua parte. Em recente pesquisa, constatei que cerca de 20% das unidades mantém destrancada a porta de serviço; às vezes a porta social ou até mesmo as duas. Verdadeiro convite para intrusos.  

CONCLUSÃO: 

É muito comum ouvir a seguinte frase de moradores e síndicos:

"Meu condomínio não precisa investir em segurança; é seguro. Não temos relatos de furtos e roubos há anos”.

Provavelmente, os condôminos e administração do prédio que narrei a invasão devem ter esse mesmo tipo de raciocínio totalmente equivocado. 

O fato de um prédio não ter sido invadido, não significa que tenha segurança efetiva.

 

Tanto é verdade, que em minhas palestras para síndicos e moradores, a maior reclamação levantada é o baixo nível no controle de acesso de pessoas e autos. Ou seja, a deficiência é perceptível no dia a dia, mas a ausência de sinistros pode gerar o que chamo de “sensação” de segurança. Acham que tem segurança, mas na verdade não têm.

Prédios residenciais devem implementar planejamento de segurança realizado por consultor especializado independente, não atrelado a empresas de segurança. O profissional deverá levantar todas as vulnerabilidades físicas, eletrônicas e procedimentais e apresentar as melhores soluções em segurança, estabelecendo, ainda, as prioridades. 

Somente assim o condomínio terá segurança efetiva, de bom nível e não somente a famigerada “sensação” de segurança.

 

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