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Coronavírus – a luta deveria ser de todos os brasileiros, mas não é Email

 

Quase um ano da presença do coronavírus no Brasil e, infelizmente, pouco fizemos para diminuir o nível de contágio na população. O vírus se alastrou como pólvora em nosso país. Em pouco tempo passamos a contabilizar número de mortes elevadíssimo. Estamos entre os líderes do ranking mundial do morticínio. Situação calamitosa, vergonhosa e inconcebível que poderia ter sido mitigada, mas falhamos.  

Aonde erramos? Muito simples, faltou empatia, amor ao próximo, conscientização e prevenção. Ninguém pode alegar falta de informações. Sobrou individualismo e egoísmo. Alguns falaram em direitos, em liberdade individual, mas esqueceram que a guerra contra uma pandemia deve ser feita por todos, de forma coletiva, uniforme e com união de esforços na mesma direção.

 

Curiosamente, as 3 regras básicas de proteção contra boa parte das doenças infecciosas encontramos no livro mais lido e divulgado da história mundial, ou seja, a bíblia.

Senão, vejamos:

1) Distanciamento - Levítico 13: 4, 5, 46 – “Mantenha distância, cubra a boca e evite o contato”.  

2) Higienização - Êxodo 30: 18-21 – “Lave as mãos”.   

3) Isolamento - Levítico 13: 4, 5 – “Quem está infectado deve permanecer entre 7 e 14 dias em quarentena”.  

O pico da falta de conscientização, do desrespeito pelo próximo e pela vida, se deu na virada do ano. Imagens circularam via whatsapp e por outras mídias, de festas, baladas e encontros promovidos por todas as classes sociais. Nesses locais, não faltaram bebidas alcoólicas, música e descontração.

 

No entanto, pouco ou nenhum uso se fez de máscaras, álcool higienizante e distanciamento entre os convivas.

Sobrou irresponsabilidade nessa época tão relevante e auspiciosa do ano! As praias que não foram fechadas pelas autoridades ficaram lotadas e com ambiente festivo.

Em contrapartida, os profissionais da saúde viram, atônitos, o número de pacientes necessitando de internação aumentar de forma assustadora.

 

Tristemente, nos dividimos em dois grandes grupos. De um lado, dezenas de milhares de pessoas se divertindo como se nada estivesse acontecendo na terra brasilis. Do outro, cerca de 200 mil pessoas mortas, milhares de famílias enlutadas pela perda definitiva de seus entes queridos, além de milhões de pacientes infectados.   

A conclusão, lamentável, é que os brasileiros somente se unem coletivamente quando a amarelinha participa de uma copa de mundo. 

Unidos pela paixão do futebol, desunidos na dor de uma doença pandêmica.

 

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