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Invasão à condomínios mediante carona na saída de pedestres Email

 

No final da tarde do dia 17/10/20 (sábado), um prédio de luxo foi invadido na Praia Grande /SP.

A penetração aconteceu por volta das 18hs; observe onde o jovem criminoso se posicionou antes de entrar no condomínio. 

 

Ele percebeu que um morador com o filho pequeno já estava na clausura de pedestres para deixar o prédio. 

 

Aproveitando a porta principal do prédio aberta, o bandido entrou na clausura se passando por morador. Não obtive informação se o edifício contava com porteiro ou tinha serviço de portaria virtual. O certo é que ele teve o segundo portão da clausura liberado e assim conseguiu ter acesso à área comum do prédio. Rapidamente, dirigiu-se ao hall social e entrou no elevador sem receio algum das câmeras de segurança. 

 

Mediante uso de chave de fenda, o bandido conseguiu entrar em um dos apartamentos, que estava vazio. Permaneceu nesse local por 30 minutos e subtraiu 15 relógios de pulso, dois óculos de sol, dois passaportes, roupas e uma bolsa onde colocou os objetos furtados e uma quantia em dinheiro da família. 

Observe a foto do marginal deixando o prédio numa boa com os pertences da vítima, inclusive vestimentas.

 

Ao compartilhar as imagens das câmeras de segurança do edifício nas redes sociais, a vítima veio a saber que poucas horas antes o mesmo suspeito foi visto invadindo no bairro Canto do Forte, se utilizando do mesmo modus operandi, outro prédio residencial. 

Fica o alerta para porteiros, síndicos e moradores sobre a modalidade de invasão a prédios conhecida por “carona na saída de pedestre”.

O mesmo modus operandi acontece com a chegada a pé do morador, onde o bandido se aproxima logo atrás e aproveita a abertura do portão para entrar no edifício junto com o condômino. Se o edifício não tiver clausura de pedestres, o marginal não terá dificuldade de ingressar sorrateiramente, tanto na saída como na chegada de morador desatento.

É importante frisar, que moradores deveriam utilizar o que chamo de “técnica da focalização” ao chegar ou sair. Antes de se aproximar do portão principal, o condômino deveria observar se tem alguém suspeito ou desconhecido nas proximidades. Se identificar qualquer possibilidade de risco, não deveria tentar sair ou entrar. Melhor é manter distanciamento seguro até verificar o que pretende a pessoa suspeita.  

O ideal é que o prédio possua a estratégia dos dois portões de acesso para pedestres, conhecido por clausura ou zona de confinamento.

O problema é que, mesmo com a clausura, marginais estão conseguindo entrar em condomínios aproveitando a abertura do portão principal na saída ou entrada de morador. 

Mas como evitar essa penetração criminosa? 

Tenho que explicar a estratégia de segurança para duas situações distintas: 

1) Condomínios com portaria tradicional, onde o porteiro é o responsável pelo controle de acesso: nesse caso, os colaboradores têm falhado, pois mesmo percebendo que uma pessoa sem se identificar no interfone entrou na clausura mediante a abertura do portão principal para saída ou entrada de morador, liberam a abertura do segundo portão sem a devida identificação.

Na invasão ocorrida na Praia Grande teria ocorrido essa falha do porteiro. Sugerimos que porteiros de prédios passem, anualmente, por treinamento e capacitação. A reciclagem é de suma importância para que fiquem inteirados das estratégias dos bandidos e redobrem a atenção na hora de abrir portões de acesso. Além disso, deve o zelador desempenhar o papel de supervisor de segurança, ou seja, diariamente supervisionar o trabalho de seus comandados, à distância ou através de monitor com acesso às câmeras de segurança. O zelador precisa reservar parte do horário de trabalho para se certificar se os porteiros estão seguindo as normas internas.

Outro ponto, é o sindico promover campanhas de conscientização em segurança para moradores e empregados domésticos. É importante que quando os porteiros perceberem que um morador permitiu a entrada de suspeito na clausura de pedestres, além de bloquearem o ingresso do intruso, devem em seguida comunicar o ocorrido ao síndico, que deverá conversar com o condômino distraído, alertando do perigo e solicitando mais atenção. 

2) Condomínios com Portaria Remota:  esse novo sistema possui dois modelos para abertura dos dois portões. O primeiro é quando o controlador de acesso tem a função de abrir o primeiro e o segundo portão. Nesse caso, deve o colaborador da empresa de Portaria Remota ficar atento quando uma pessoa não identificada ingressa na clausura na carona de morador, para, à distância, solicitar, mediante interfone, que o intruso saia da clausura imediatamente. Caso a pessoa ainda queira entrar, terá que passar pela triagem usando o interfone externo.

          O segundo modelo é quando o segundo portão é aberto mediante uma simples botoeira sem a participação do controlador de acesso à distância. Aí é que mora o perigo, pois no caso da “carona de entrada ou saída”, o suspeito poderá acionar a botoeira e ter acesso livre às áreas comuns do edifício. Em alguns condomínios que analisamos, a botoeira é trocada por equipamento biométrico digital ou teclado com senha. Nesses casos, o intruso conseguiria entrar somente na modalidade “carona de entrada”, pois ingressaria junto com o morador na clausura e este, ao abrir o segundo portão, acabaria permitindo também o ingresso do suspeito, acreditando ser condômino também. Na “carona de saída”, o intruso ficaria retido na clausura, pois não conseguiria acionar os equipamentos eletrônicos para abertura do segundo portão. 

Este artigo tem a finalidade de ressaltar a importância da contratação de consultor de segurança para encontrar soluções eficazes para as vulnerabilidades em condomínios e empresas. A experiência de mercado tem mostrado que muitos síndicos e gerentes prediais implementam a instalação de equipamentos físicos e eletrônicos através de “achismos” ou opiniões de moradores que conhecem superficialmente o tema segurança condominial. Assim, as falhas e os riscos não são solucionados. No máximo, apenas acontece o que chamo de “sensação” de segurança e não segurança efetiva. 

 

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