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“Embelezar” currículo pode levar à demissão por justa causa Email

O Brasil entrou numa grave crise econômica, que é muito maior que uma marola, mais apropriadamente, pode ser comparada a um tsunami. Milhares de empregos foram varridos; já estamos com 13.000.000 de pessoas desempregadas.

Ao ser dispensado, a primeira coisa a fazer é preparar currículo e enviar para o maior número possível de departamentos de RH ou agências de empregos.

Como a concorrência é ferrenha, para levar vantagem sobre outros candidatos mais preparados, alguns usam a estratégia de anabolizar o curriculum vitae. Podemos comparar essa atitude ao famigerado #jeitinhobrasileiro, bem definido na propaganda de uma marca de cigarros da década de 70, onde o ex-jogador Gerson dizia:

 “O importante é levar vantagem em tudo, certo?”

Assim como o personagem Macunaíma, tido como “herói sem nenhum caráter” do livro de Mário de Andrade, escrito em 1928, um dos maiores marcos do Modernismo brasileiro e uma das obras canônicas da literatura do Brasil, candidatos desesperados por vaga de emprego e desprovidos de pudor ou ética, informam em seus currículos dados baseados em mentiras e omissões.

A regra é a seguinte:

 “O que não for bom para minha reputação eu não conto e o que me falta eu invento”.

Após conversar com diversos profissionais habituados a analisar currículos e entrevistar candidatos à vagas de empregos, passo a listar os principais problemas:

-Diplomas e Certificados falsificados

-Datas de contratações anteriores imprecisas

-Alteração do local de moradia quando for muito distante da vaga pretendida ou em comunidade carente

-Mentiras quanto a performances em cargos anteriores

-Criação de currículo fantasioso que se adapta à vaga pleiteada, normalmente apresentando falsa experiência na área

-Relacão de cursos nunca feitos ou iniciados mas não concluidos

-Fluência em idioma estrangeiro, quando realmente conhece somente meia dúzia de frases

-Supervalorização de salários anteriores

-Participação em trabalhos voluntários

-Idade e estado civil falsos

-Garantia de flexibilidade de horário sendo que na prática seria impossível

-Apresenta-se como candidato com Carteira de Habilitação, mas esquece de comunicar que está com a CNH suspensa ou até cassada

CUIDADO – COMPRANDO GATO POR LEBRE

Frase que significa ser enganado por alguém ou algo que se pensa ser uma coisa e na realidade é outra. Neste caso, é a compra de produto que se pensa ser bom mas na verdade é ordinário ou fake.

O certo é que uma hora a verdade será revelada e, normalmente, acontece depois de o candidato mentiroso ter conseguido a vaga.

MAS O QUE FAZER QUANDO SE DESCOBRE TER CONTRATADO UMA PESSOA E RECEBIDO OUTRA?

A mentira quando descoberta precisa ser repreendida e corrigida. E o primeiro passo é a demissão por justa causa em razão da(s) falsidade(s) apresentada(s) no currículo ou na entrevista de emprego. Não quero dizer que qualquer mentira ou omissão no currículo possa levar a uma demissão por justa causa. Entendo que a quebra de confiança ocorre quando a informação inverídica influencia diretamente no cargo a ser ocupado. Vamos supor que o candidato colocou no currículo que tem fluência em inglês e mais tarde se vem a descobrir que mal sabe traduzir um texto direito. Se a função exercida por ele não exige conhecimento fluente em inglês, entendo que, nesse caso específico, não haveria motivo para demissão por justa causa .

Levantei diversos julgados na Justiça do Trabalho, onde, por exemplo, empregados foram demitidos por justa causa em razão de apresentação de falso certificado de conclusão de ensino médio.

MENTIRA QUE PODE VIRAR CASO DE POLÍCIA

Fica aqui um alerta aos embelezadores de currículos, que, dependendo da mentira, o fato poderá ser apurado em inquérito policial, se configurar existência de crime.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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