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A manchete no jornal já diz tudo:     

 

“Idoso é detido pela 32ª vez no Ceará por maus-tratos a animais”.

Um senhor de 71 anos foi detido e autuado por crime de maus tratos a animais pela 32ª vez em Fortaleza. O suspeito foi flagrado transportando, de forma irregular, em duas caixas de plástico, 131 animais, entre os quais, 104 periquitos australianos, dois pavões, 13 porquinhos da Índia e mais 15 tipos de pássaros de diferentes tipos.

A finalidade era vender os animais e aves, sendo que muitos acabaram morrendo durante o transporte. O delegado de polícia que atendeu a ocorrência ficou abismado com o número de vezes que o idoso praticou o mesmo crime ambiental. So restou-lhe cumprir a legislação vigente; após as formalidades e burocracias, o autuado foi liberado.

Quantos vezes o leitor já se revoltou e ficou indignado com notícias de homicidas que, no Brasil, respondem processos crime em liberdade ou que tiveram condenações pífias e depois de pouco tempo na prisão cumpriram o resto da pena em liberdade?

Recentemente, no Texas/EUA, um réu latino-americano foi condenado à pena de morte em razão do assassinato de uma mulher em troca de R$6 mil reais, pagos pelo marido da vítima. Ele recebeu injeção letal na prisão de Huntsville, segundo notificou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

A lei americana não ofertou nenhuma benevolência por ter sido o primeiro crime praticado pelo réu.

Com isso, gera-se o sentimento de punição; a população toma ciência que dependendo do delito praticado, a penalidade será altíssima e poderá custar a própria vida de quem ousou infringir a lei criminal.

Por outro lado, em solo americano, mesmo aqueles que praticam delitos de menor potencial ofensivo, sabem que se forem descobertos passarão alguns meses na cadeia. Não existe a possibilidade de se trocar o recolhimento ao cárcere pelo pagamento de pequena multa ou doar cestas básicas a alguma instituição de caridade.

 

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