Página Inicial arrow Polícia arrow Como fabricar marginais sem fazer esforço
Quinta-feira - 21 de Outubro de 2021

Segurança da Mulher

Assédio Sexual
Dicas Especiais

Segurança no Trabalho

Incêndio

Segurança da Informação

Espionagem Industrial

Frases do Dr. Lordello

frase8.png

Enquete

Quais as razões para o aumento da criminalidade?
 

Cadastre-se no Portal

Cadastre-se no Portal e receba nossos informativos periodicamente, além de concorrer a livros e convites para palestras.

:




Redes Sociais

Conecte-se ao Facebook!
Siga-nos no Twitter!

Nossos Parceiros

Terras de Gênova
Crimes & Acidentes
Condomínio em Foco
Porto Service
Comunicação Juridica
NR Service
Seguridade
Good Clean
Grupo Vip
Life Condomínios
Grupo Padrão
Grupo Titanium
Lordello Consultoria
Leão Serviços
Pro Security
Avitran
Grupo GP
FL Terceirização
Full
Método Lordello de Treinamento em Segurança
Top Clean
Protecães
QAP Segurança
ATS Terceirização
Wall Service
Ganhe mais visibilidade. Anuncie aqui!
JSEG Vigilância
Associação Nacional de Agentes de Segurança
ASC Service
Méthodo Gestão Educacional

Quem está On-line

Como fabricar marginais sem fazer esforço Email

O Batalhão da Polícia Militar do bairro de Jacarepaguá/RJ, recebeu denúncia anônima em maio/2017 noticiando que no matagal atrás do Shopping Uptown estavam vários traficantes fortemente armados.

Uma equipe com cerca de 15 PMs foi rapidamente para o local. O ambiente era de tensão; os milicianos sabiam que fatalmente haveria troca de tiros. O cerco foi montado mas os policiais não encontraram bandidos perigosos e sim 5 crianças brincando de “polícia e ladrão”. Os garotos, com idade de 10 e 13 anos, ficaram assustados ao perceberem a chegada rápida do pelotão. Eles brincavam com réplicas de fuzis e pistolas de fabricação caseira. Havia ainda dinheiro de mentira, maconha e papelotes imitando cocaína, onde foi usado achocolatado e leite em pó. No caderno de contabilidade dos “traficantes mirins”.., constavam os valores de cada droga e o faturamento do dia.

Mas por que esses jovens não representavam a polícia, como antigamente se fazia, e escolheram interpretar o papel de bandido ligado a facção criminosa?

Quando estudei programação neuroliguística, em um dos capítulos é explicado o fenômeno da modelação com crianças da segunda infância, faixa etária dos 7 aos 13 anos.

Nessa fase de desenvolvimento humano, o filho modela o comportamento dos pais, ou seja, acaba introjectando, inconscientemente, as atitudes presenciadas dentro do lar.

Por outro lado, esses garotos moradores de comunidades carentes passam a maior parte do dia, desde tenra idade, nas vielas e becos, longe dos pais, muitos deles presos ou mortos pela polícia, por gangues rivais ou desafeto no mundo do crime. Diariamente, presenciam o movimento do tráfico e a venda de drogas como se fosse uma mercadoria legalizada, pois é feita em plena luz do dia, sem nenhum tipo de obstáculo. Jovens aliciados pelo crime portam armas de fogo, usam correntes de ouro, roupas de marca e trafegam com motos e carros reluzentes. Com isso, adquirem respeito(através do medo) da sociedade local. 

Portanto, o modelo de vida desses 5 garotos mencionados, é o mundo do crime, pois é essa a referência que tem em seu processo de desenvolvimento.

Em idêntico ambiente social, as representantes do sexo feminino, na mesma localidade e na mesma faixa etária, frequentam bailes funks usando roupas insinuantes, fazem uso de bebidas alcoólicas e drogas e praticam relações sexuais promíscuas com naturalidade.

Esses jovens não estão no caminho errado; estão no único caminho que lhes foi apresentado.

Para eles, não existe alternativa que lhes permita  comparação ou livre arbítrio. Se adaptam à realidade de seu cruel cotidiano e o reproduzem, perpetuando o ciclo de desajuste social.

Como vamos interromper esse malfadado processo, que vem contaminando larga parcela da nação e que gera violência, pobreza e tira a esperaça de um futuro de paz e desenvolvimento ao povo brasileiro?

 

Dr. Jorge Lordello 

 

< Anterior   Próximo >
 AdvertisementAdvertisement