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Quinta-feira - 21 de Outubro de 2021

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Por que tanta gente vê a polícia como “culpada” ou “vilã”? Email

O humorista Hélio de La Penã, após saber da morte de torcedor do Botafogo, seu time de coração, em fev/2017, antes do clássico com o Flamengo, postou o seguinte raciocínio:

“Alegam falta de policiamento. Na verdade, é falta de civilidade, é barbárie. Se estádio precisa estar fortemente policiado, prefiro ficar em casa”.

Diversos canais de televisão mostraram a briga dos torcedores rivais. Pásmem, o jogo sequer havia iniciado. Uma pessoa morreu e sete ficaram feridas durante a selvageria. Para completar as cenas dantescas, me chamou a atenção que alguns comentaristas esportivos escolheram como culpado a polícia, chamando-a de ineficiente.

Entendo que jornalistas futebolísticos deveriam se ater a assuntos nos quais são especialistas, ou seja, aqueles referentes à pelota e não opinar sobre área completamente distinta e complexa como segurança pública.

Para comentar sobre a ação policial, deveriam convidar especialistas da ára para analisar os fatos que redundaram em briga generalizada, evitando, assim, correrem o risco de cometer grave injustiça e desmoralização da instituição policial, como de resto, entendo que foi o que fizeram.

Certa vez, um noticiário ao vivo na televisão mostrava, via imagens do helicóptero do canal, um carro em chamas que havia parado em via de grande movimento em São Paulo por defeito elétrico. Há cerca de 50 metros de distância estava uma viatura da polícia militar. Um policial conversava com um jovem, que deveria ser o proprietário do carro. O parceiro de farda falava ao celular, provavelmente acionando carro do corpo de bombeiros. O apresentador do programa passou a tecer críticas aos dois policiais; na sua visão, eles deveriam tentar apagar o fogo com extintor de incêndio da viatura. As pessoas leigas que estavam vendo o programa ao meu lado, passaram a dar crédito ao que dizia o apresentador, e com isso, iniciaram verdadeiro linchamento de comentários desairosos aos dois policiais que apareciam nas imagens.

Indignado com aquela injustiça, resolvi me intrometer. Pedi a palavra e disse:

“Vocês querem que o policial pegue o extintor da viatura, se aproxime do veículo em chamas e tente apagar as labaredas? Será que isso é factível? E se o carro explodir e ele morrer ou ficar gravemente ferido?”

Imediatamente, as pessoas se calaram e me deram razão, pois é óbvio que um carro que foi totalmente tomado pelo fogo, irá queimar por completo pois possui componentes altamente inflamáveis. Não há o que se fazer. Os profissionais bombeiros quando vão atender chamados de incêndios de grandes proporções, não têm como missão principal tentar apagar o fogo, mas sim fazer o possível para salvar vidas em risco e impedir que as chamas de alastrem.

Voltando à morte do torcedor botafoguense nas cercanias do estádio do Engenhão, mais uma vez os comentaristas tentaram desqualificar o trabalho da polícia. Apontaram erros, falhas e levantaram hipóteses absurdas, fazendo o telespectador acreditar que se a polícia fosse melhor preparada ou aparelhada, o evento morte teria sido evitado.

Esse tipo de comentário irraigado de falta de conhecimento técnico e bom senso, faz a população acreditar que de certa maneira a polícia foi “culpada” pela morte do torcedor, pois não conseguiu evitar a agressão entre as torcidas.

Procurei saber sobre o esquema de segurança organizado pela polícia militar para esse clássico carioca. O policiamento foi devidamente planejado. Policiais militares e homens do Batalhão do Choque faziam o patrulhamento ao redor do estádio. O helicóptero da PM sobrevoava a região antes do início da partida. Policiais de Cabo Frio, na região dos Lagos, e PMs que trabalhavam na praia, foram deslocados para reforçar a segurança.

A conclusão, alheia a revanchismos, é uma só:

A polícia fez a sua parte. Os policiais envolvidos nessa operação são experientes e vividos no trato de lidar com espetáculos futebolísticos. Usaram todo o aparato humano, físico e tecnológico disponível para atender a demanda do jogo Botafogo X Flamengo.

Mas um detalhe importante não podemos esquecer jamais. Mesmo com toda a estrutura policial na região do entorno do Engenhão ou de qualquer outro estádio de futebol, não se pode garantir que não ocorram assaltos ou brigas. A polícia trabalha para minimizar os riscos, mas segurança 100% é notadamente impossível; em qualquer lugar do mundo.   

Infelizmente, não foi possível evitar a morte do torcedor botafoguense. Por outro lado, a culpa pelo evento morte deve ser creditada aos autores da absurda agressão com porretes e barras de ferro e jamais aos policiais, que conseguiram impedir que a briga continuasse, evitando, assim, outras mortes e agressões. A autópsia revelou que a vítima foi perfurada fatalmente por um espeto de churrasco.

O humorista Hélio de La Penã se posicionou muito bem ao comentar que o problema não foi a polícia e sim a falta de civilidade dos torcedores/bandidos de futebol.

Para falar bem a verdade, esses bandidos travestidos de amantes da bola enxergam o jogo de futebol em segundo plano; a intenção principal ao se reunirem em bandos, armados de porretes, barras de ferro e até armas de fogo, é promover confronto violento com torcedores do time adversário, sempre visto como inimigo.

Aqueles que “culparam” a polícia, esqueceram de mencionar que os tais torcedores quebraram cadeiras, barracas e roubaram dezenas de garrafas de cerveja, fazendo o comércio local baixar as portas.

Dois dias após a tragédia no Engenhão, o Jornal Extra publicou artigo com a seguinte manchete:

“Botafoguense morto no Engenhão aparece em foto com grupo portando porretes”

O torcedor assassinado aparece em fotos nas redes sociais ao lado de membros de organizadas em pose de briga, com porretes e barras de ferro. Na página do Facebook da vítima fatal, tem um vídeo postado por ele, no dia 06/12/2016, com a legenda: “mano a mano é liberado”. A imagem mostrava dois homens brigando próximo a um ponto de ônibus. A torcida organizada do Botafogo “Fúria Jovem” homenageou o rapaz com mensagens de luto. Em um trecho, a mensagem frisava que "nenhum sangue será derramado em vão”, diz a notícia

Essa não foi a primeira e nem será a última vez que jovens vão morrer ou sair gravemente feridos em razão de brigas de torcida de futebol.

Da mesma maneira, não será a última vez que a polícia será considerada culpada pelo crimes cometidos por outras pessoas.

O dito popular que diz: 

 “Quando alguém está em perigo, pensa em Deus e chama pela polícia. Passado o perigo, se esquece de Deus e execra a polícia”, pelo andar da carruagem, continuará em voga por ainda muito tempo no Brasil.

O policial quando promove atos de bravura e consegue salvar alguém do perigo ou da morte, logo é esquecido...agora, se porventura cometer falha durante ação perigosa, a tendência, além de execração pública, é não ser jamais esquecido.

 

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