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O Jeitinho Macunaíma de Ser. O brasileiro que, sem culpa, transgride e corrompe! Email

O “jeitinho brasileiro”, que é levado por muitos como uma simples brincadeira, na verdade se confunde com corrupção e transgressão de normas, não só legais, mas também éticas e morais.

O cientista social Robson Souza, de MG, comenta que “é como se o Estado não devesse ser levado a sério. Há um desprezo arraigado pela coisa pública, porque parece que ela não está a serviço da população. Se a coisa pública está servindo a interesses particulares, então o cidadão comum pensa que tem que dar um jeito de ‘garantir o seu’.

Outro fator preponderante, é o sentimento de impunidade gerado pela justiça, que gera raciocínio invertido na mente de muitas pessoas no Brasil:

“Se ninguém é punido por desvios milionários, não serei eu que vou ser punido por causa dessa pequena transgressão”.

A expressão "Lei de Gérson" originou-se em 1976, em virtude de propaganda de cigarros estrelada pelo tri campeão mundial, que dizia a seguinte frase:

“Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”.

Esse pensamento malandro acabou sendo usado para exprimir traços bastante característicos e pouco lisonjeiros do caráter nacional, associados à cultura da corrupção e ao desrespeito a regras de convívio para a obtenção de vantagens.

Em muitas situações do cotidiano, o criminoso, de alguma forma, é tido como “esperto”, e, lamentavelmente, esse tipo de comportamento acaba sendo modelado.

Recordo-me da notícia em que taxista de São Paulo achou dentro do carro 30 mil reais em dinheiro esquecidos por passageiro distraído. Ele retornou ao local onde havia deixado o dono do dinheiro e não descansou até encontrá-lo e devolver o que lhe pertencia. Como recompensa, o homem lhe deu uma nota de cem reais. O caso repercutiu em diversos meios de comunicação.

Após 3 meses, o taxista recebeu diagnóstico de severa e profunda depressão.

Mas qual o motivo?

Havia virado motivo de chacota no bairro onde reside.

Muita gente no Brasil espera sempre pelo “jeitinho milagroso” de resolver um problema. Em contrapartida, quando essa mesma pessoa é punida se coloca como vítima da situação e se acha injustiçada. O raciocínio é mais ou menos assim:

“Todo mundo leva vantagem neste país; quando chega a minha vez, sou punido. Isso é injusto”

A enciclopédia Wikipédia define malandragem como:

“Um conjunto de artimanhas utilizadas para se obter vantagem em determinada situação (vantagens essas, muitas vezes, ilícitas). Caracteriza-se pela engenhosidade e sutileza. Sua execução exige destreza, carisma, lábia e quaisquer características que permitam a manipulação de pessoas ou resultados, de forma a obter o melhor destes, e da maneira mais fácil possível. Contradiz a argumentação lógica, o labor e a honestidade, pois a malandragem pressupõe que tais métodos são incapazes de gerar bons resultados”.

A literatura brasileira construiu personagens que retratam essa “esperteza”.

Na obra de Mário de Andrade, elaborada na década de 20, encontramos “Macunaíma”, que ficou conhecido como o “herói sem nenhum caráter”  e que mostrou uma síntese dos defeitos do nosso povo no início do século passado, que passava a imagem de preguiçoso, espertalhão e malandro por natureza.

O personagem tinha corpo grande, que representaria o Brasil, mas cabeça pequena, simbolizando tratar-se de país imaturo.

Para materializar esse problema crônico e cultural brasileiro, seguem algumas atitudes comuns em nosso cotidiano e em seguida as desculpas interiorizadas:

-Caminhão com carga alimentícia tomba na avenida e é rapidamente saqueado – Está jogado na rua; não tem problema pegar

-Estacionar em local proibido – é só por cinco minutinhos

-Ao se confrontar com qualquer tipo de fiscalização, aguarda momento certo para oferecer caixinha e resolver tudo numa boa

 -Falar ao celular enquanto dirige é proibido, pois o risco de gerar acidente grave é enorme – Mas “eu” tenho habilidade, não tem problema não

-Trafegar pela direita no acostamento durante congestionamento – Não estou atrapalhando ninguém 

-Parar em filas duplas ou triplas em frente as escolas – Meu filhinho chega logo

 -Violar a lei do silêncio e incomodar vizinho – Na minha casa tenho direito de fazer o que bem desejo

-Dirigir após consumir bebida alcoólica – Realmente é perigoso, mas eu dirijo devagarinho quando bebo

-Furar filas nos bancos utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas – É por um motivo justo, estou com pressa

 -Pegar atestado médico sem estar doente só para faltar ao trabalho – Pelo que me pagam está muito bom

-Fazer "gato" de luz, água e  TV a cabo – Só rico consegue pagar essa conta absurda

 -Registrar imóvel no cartório num valor abaixo do comprado – Ninguém paga imposto neste país, não serei eu que vou pagar

-Comprar recibo para abater na declaração do imposto de renda e pagar menos imposto – Governo não faz nada mesmo com dinheiro dos tributos, não vejo problema algum sonegar

-Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas – Tanta gente faz isso e ninguém reclama 

-Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou R$15, pede nota fiscal de R$30 – Essa mixaria não faz falta pra empresa

-Adulterar o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado – Mas o carro está em bom estado

 -Comprar produtos piratas com plena consciência de que são de origem duvidosa – O original está pela hora da morte poxa

-Emplacar o carro fora do seu domicílio para pagar valor menor de IPVA – Mas isso não é ilegal mostra apenas que sou esperto

-Faz uma fezinha no jogo de bicho – Qual o problema? Que mal tem? O dono da banca paga direitinho

 -Quando volta do exterior nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem – Poxa, gastei muito grana na viagem, tenho direito a uma vantagem 

-Quando encontra algum objeto perdido de valor, na maioria das vezes, não devolve – Não peguei de ninguém! Achado não é roubado.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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