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A Morte de Teori e a Teoria da Conspiração Email

Atualmente, o canal de comunicação mais rápido do universo é composto pelas redes sociais. A repercussão de qualquer acontecimento com pessoa de alguma notoriedade, reflete, imediatamente, nos diversos canais de relacionamento na Internet.  

No começo da tarde de quinta-feira(19/01/07) começaram a pipocar as primeiras notícias de que um pequeno avião caira no litoral de Paraty/RJ, tendo como um dos passageiros o Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Mas não se tratava de qualquer magistrado, mas do Relator do processo conhecido por Lava-Jato.

Antes mesmo da confirmação da morte de todos os passageiros e piloto, recebi diversas postagens através do whatsapp noticiando plano macabro para inviabilizar a investigação de políticos renomados, pois caberia a Teori a homologação da delação premiada feita por executivos da empresa Odebrecht.

Muitos posts foram criados rapidamente, dando a entender que poderia ter ocorrido queima de arquivo. Utilizaram até o nome de conceituada revista para dar credibilidade à Teoria da Conspiração:

“Segunda a Revista Exame, a probabilidade de um avião cair é de 1 em 1,2 milhão. A probabilidade de morrer por queda de avião é de 1 em 11 milhões. Qual e a chance de isso acontecer com o único responsável pela lava jato no STF prestes a homologar uma delação bomba? Se você quer investigação a fundo, compartilhe”.

A intenção é mesmo essa, fazer com que os internautas repassem o banner, gerando, assim, clima de tensão e desconfiança no Brasil. Outro fato curioso, é que muitas mensagens pediam investigação da morte do Ministro.

Mas a própria lei penal determina que qualquer morte violenta deverá, obrigatoriamente, ser investigada através de inquérito policial.

Após 24 horas do acidente aéreo que vitimou 5 pessoas, muita coisa sobre as circunstâncias da queda da aeronave foi divulgada. Senão, vejamos:

Quais as características do aeroporto?

O aeroporto de Paraty é rudimentar quando comparado com aeroportos convencionais. Existe apenas uma pista curta de pouso. Não tem torre de controle nem equipamentos que permitam pousos por instrumentos; condição em que os aparelhos orientam o piloto sobre qual altitude, inclinação e velocidade ter nos momentos anteriores à aterrisagem. Tampouco há carta de navegação, algo obrigatório em aeroportos com auxílio de instrumentos.

Os instrumentos do avião pouco podem ajudar na aproximação da pista, o piloto tem que se guiar por referências visuais, ou seja, obrigatoriamente tem que enxergar a pista durante sua descida. Em condições climáticas adversas, é óbvio que a visualização pode ser prejudicada.

Condições climáticas:

No momento em que a aeronave se aproximou da pista, o tempo estava fechado, com forte chuva, prejudicando, assim, a visibilidade do piloto. Chovia forte, havia grande nebulosidade e ocorrência de raios em Paraty.

Imagens de radar comprovam as péssimas condições para voo, além de relatos de testemunhas que estavam em solo e viram o acidente.

Relato de testemunhas:

A engenheira Rachel Schneider, que estava num barco de turismo, disse à imprensa que que viu o avião bater com uma das asas na água: "Nesse momento que a gente viu o avião passando, ele estava fazendo uma curva e uma curva muito acentuada. Até falamos: nossa, está esquisito, esse avião está muito baixo.... Não explodiu, só fez uma curva muito acentuada e a asa, foi a asa que bateu no mar”.

Segundo relatos de várias testemunhas que presenciaram a queda, chovia forte no momento do acidente e o piloto teria feito uma curva, abandonando a aproximação final para a pista de Paraty. Nesse momento, o avião perdeu altitude e se chocou com a água.

O que disseram especialistas em segurança de voo:  

O mau tempo é um fator que pode comprometer a aproximação do aeroporto de Paraty, em que as aterrissagens só podem acontecer em condição visual.  

Gustavo Cunha Mello, especialista em gerenciamento de risco, após analisar as provas obtidas logo após as primeiras horas do acidente aéreo, disse que é possível que o piloto tenha sofrido desorientação espacial, fenômeno no qual o comandante perde a noção de onde está a superfície. Ou seja, uma das hipóteses é que a chuva era tão intensa, que o piloto da aeronave perdeu a condição visual de distinguir o céu do mar.

O comandante Miguel Ângelo, diretor de segurança operacional da Aopa Brasil (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves), após analisar os fatos, disse:

"A condição do tempo é uma causa provável. Não é o primeiro acidente que acontece na região nessas condições, e, provavelmente, não será o último”

Apuração rigorosa:

 Os diversos órgãos citados abaixo e localizados no Rio de Janeiro, se locomoveram rapidamente para o local e estão trabalhando para apurar e determinar as causas do acidente aéreo:

-Seripa - órgão de investigação da Aeronáutica

-Cenipa - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos

-Polícia Federal

-Polícia Civil/RJ

-Ministério Público

CONCLUSÃO

De acordo com as provas e testemunhos obtidos, passadas 24h do trágico acidente, não é possível, pelo menos até o momento, ventilar ou supor a existência de qualquer indício da existência de motivação criminosa na queda da aeronave.

Portanto, devemos ter muito cuidado em repassar mensagens relâmpagos e bombásticas que insinuem culpados ou teorias engenhosas e obscuras logo após ocorrência de crimes ou acidentes com pessoas públicas. Principalmente se não têm nenhuma base de discussão, subsídio, indício ou provas em que se possam apoiar.

A imaginação fértil e a mente perversa de algumas pessoas, atreladas à vontade de espalhar clima de terror ou desconfiança geral, são combustíveis essenciais para se criar ambiente propício para as famigeradas “Teorias da Conspiração”.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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