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Carnaval pode “acabar” no Brasil! Conheça os motivos Email

O carnaval em 2017 não terá vida fácil, pior, caminha para o fim. Em São Paulo são raros os clubes e associações que ainda se propõe a realizar bailes. Os que insistem não conseguem atrair tantos foliões como outrora.

Acredito que para a maioria dos brasileiros o feriado de carnaval serve mais para descansar, curtir praia ou ambiente rural.

Para piorar a situação, a turma do “politicamente correto” promete agir com firmeza e pegar no pé para que seja colocada em prática a proibição da veiculação de diversas marchinhas famosas.

Não vai mais ser tolerado o refrão “me dá um dinheiro ai”, pois pode significar o início de um assalto, e é claro, não se pode estigmatizar os criminosos brasileiros, que, na verdade, são “vítimas” da sociedade e agora também da superlotação dos presídios.

Quem cantar a música “o teu cabelo não nega”, de composição dos irmãos João e Raul Valença e Lamartine Babo, na década de 30, poderá ser conduzido ao distrito policial e responder por crime de racismo.

Já a marchinha “cachaça” , de autoria de Marinósio Trigueiros Filho, que estourou nos anos 40, faz referência ao pai do autor, que era boêmio e gostava de bebericar. Quem nunca cantou: “Você pensa que cachaça é agua”. A quem diga que a associação dos alcoólicos anônimos vai entrar judicialmente e pedir liminar para proibir a veiculação.

E que tal o antigo refrão carnavalesco: “Bandeira branca...” Não é mais de bom alvitre usar esse tipo de linguagem, agora desapropriada, pois o imaginário das pessoas pode associar ao tráfico de drogas.

Em 1961, os compositores Haroldo Lobo e Milton de Oliveira tiveram a ousadia de criar: “índio quer apito, se não der o pau vai comer”. Esse termo pode configurar delito de extorsão, por isso, também é considerado politicamente incorreto além de suscitar o risco de enquadramento em apologia ao crime.

Não será mais permitido, em hipótese alguma, bullying aos integrantes da terceira idade. Se “a pipa do vovô não sobe mais”, somente interessa à vovó e não é para se divulgar aos quatro cantos de baile carnavalesco. Quem deve estar muito chateado com essa notícia é o apresentador Silvio Santos, que adora cantarolar essa letra e sempre se vangloria que a pipa dele continua nos céus.

Se o “velho guerreiro” fosse vivo e estivesse ainda trabalhando, não poderia mais cantar a música “Maria Sapatão”, pois o que a tal “Maria” faz de noite ou de dia é assunto estritamente pessoal; qualquer menção pode gerar contornos homofóbicos.

A “Máscara Negra”, de composição de Zé Keti e Pereira Mattos, gravada a primeira vez em 1967, já está vedada por lei que proíbe, terminantemente, o uso de máscara, capacete ou qualquer outro instrumento que esconda o rosto de manifestantes. Os autores, naquela época, fizeram muito sucesso com essa música, mas é claro, os “black-bocks” ainda não existiam.

As marchinhas reinaram durante 4 décadas no Brasil, entre 1920 e 1960 e embalavam o carnaval. Começaram a perder força com o advento dos sambas-enredo, que passaram a ser a principal referência dos dias de folia.

Agora, com a atuação dos politicamente corretos, principalmente da ala mais radical, é possível que as músicas inocentes do século passado sejam definitivamente sepultadas. E assim caminha a humanidade!

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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