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Quinta-feira - 21 de Outubro de 2021

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O que os policiais gostariam que você entendesse sobre o trabalho policial Email

O motorista com pressa e estressado, comum nas grandes cidades, é parado numa blitz policial. Como será que reage uma pessoa honesta numa situação como essa?

É claro que o pensamento será de reprovação:

“Esse policial não percebe que não sou bandido?”

“Pra que esse policial me aborda com a arma na mão? Isso é abuso!”

E a vítima que foi assaltada ou perdeu a carteira recheada com documentos e deseja fazer registro na Delegacia mais próxima?.

Seja de quanto for a demora para início do Boletim de Ocorrência, a tendência será de crítica:

“Por que os policiais não me atendem com rapidez? Estão com má vontade!”

“Melhor nem registrar BO, não vai adiantar para nada mesmo?”

 

O QUE OS POLICIAIS GOSTARIAM QUE VOCE ENTENDESSE SOBRE O TRABALHO POLICIAL

Este artigo tem por finalidade explicitar conceitos, regras e o cotidiano do ofício policial para que o leitor tenha mais clareza quanto a missão dos que escolheram trabalhar na proteção e defesa da sociedade:

1) O policial não tem bola de cristal para saber quem é bandido ou trabalhador. O antigo jargão popular “quem vê cara não vê coração” deve ser seguido à risca pelos policiais para  preservar sua segurança pessoal e também evitar qualquer tipo de discriminação. O cidadão de bem deveria ficar satisfeito ao ser abordado, pois demonstra que a polícia está trabalhando com afinco para tirar criminosos de circulação.

2) Aprende-se na academia de polícia que ao abordar um pedestre ou veículo no trânsito, o profissional de polícia deve tomar todas as cautelas, pois sempre será possível se deparar com alguém portando arma de fogo. O procedimento é confundido por alguns como rispidez, no entanto, é absolutamente técnico e dentro do protocolo de ação policial.

3) O registro de ocorrência em delegacia de polícia, por uma série de fatores e entraves, dificilmente será rápido. Distritos policiais são responsáveis por atender áreas muito grandes e superpovoadas. Algumas vezes, um único plantão é responsável por atender 2, 3 ou mesmo 4 cidades no interior. O delegado plantonista recebe diversas categorias de pessoas e profissionais em busca de registro policial ou solicitando orientação jurídica. São ocorrências apresentadas por policiais militares, civis, guardas municipais, oficiais de justiça e até solicitações de juízes e promotores de justiça que trabalham no fórum local. Temos, ainda, os conselheiros tutelares, que necessitam da delegacia de polícia para efetivar ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. Não podemos nos esquecer das empresas de vigilância privada, que, ocasionalmente, detém bandidos em situação flagrancial.

4) É natural que o registro de boletim de ocorrência não seja rápido como seria desejável, e isso acontece por várias razões:

-O volume de pessoas a serem atendidas é enorme.

-O registro da ocorrência demanda, inicialmente, que o Delegado ouça a vítima ou policial para entender a dimensão dos fatos acontecidos e assim decidir as providências devidas. Muitas vezes, precisa conversar separadamente com 5, 6, 7 ou mais pessoas.

-Outro ponto que precisa ser compreendido, é quanto a burocracia legal para efetivação dos registros policiais. Na elaboração de auto de prisão em flagrante, por exemplo, o volume de papel a ser preenchido é astronômico e demanda muito trabalho e atenção; qualquer erro poderá encetar liberdade ao bandido.

A população tende a aumentar e o número de pessoas conscientes que pleiteiam por seus direitos cresce ainda mais. Esse bom fenômeno tende a gerar cada vez mais registros de BOs e, portanto, mais demora. Não bastasse, os índices criminais estão em ascensão, motivados, principalmente, pelo uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas.

O atendimento em lojas de celulares é rápido ou geralmente demora?

Tenho absoluta certeza que você torceu o nariz, pois normalmente perdura por longo tempo. E essa demora deve ser compreendida, pois no Brasil temos mais linhas celulares que brasileiros, portanto, a procura é enorme. Nas delegacias de polícia também temos muita demanda por serviços e nem sempre condições estruturais e funcionários suficientes para um atendimento rápido. Resta aos policiais o que têm feito desde sempre: se desdobrarem e priorizar a eficácia antes da rapidez sem qualidade. É importante frisar que qualquer erro formal contido na peça investigatória pode ensejar nulidade e por conseguinte soltura de marginal noscivo á sociedade.

5) Você sabia que a maioria dos policiais nunca atirou em alguém? Muitas pessoas imaginam que o policial sai atirando a torto e a direito. Isso literalmente não é verdade. A última alternativa do policial é o disparo de sua arma de fogo. A maioria deles já teve inúmeras situações onde seria justo e necessário, até pela autopreservação, disparar contra criminosos, mas optaram por não atirar, principalmente para evitar risco de atingir terceiros inocentes.

6) Policiais não são preconceituosos. A maioria das ocorrências vem através da demanda de populares que fazem uso do fone 190 ou abordam uma viatura para que lhes dê assistência. Muitos policiais residem em bairros periféricos; conhecem a realidade dos moradores e dela fazem parte. Não se importam com a cor, religião, orientação sexual ou condição financeira do cidadão. A finalidade é atender ocorrências, cumprir a lei e restabelecer a ordem, sem preconceito ou discriminação. É claro que excessos existem, mas, felizmente, são poucos e devem ser denunciados.

7) Não é nada de cunho pessoal! O policial não vai trabalhar pensando em prejudicar desafetos. Policiais têm o dever de ofício de atuar quando se deparam com situação suspeita ou flagrante delito. Tanto é verdade, que quase a totalidade de pessoas abordadas são desconhecidas, por isso, é impossível apontar aspecto pessoal. Casualmente, o policial pode se deparar com alguém que conheça. Nesses casos, deverá dar o mesmo atendimento que ofertaria a um desconhecido.

8) Muitos pais ameaçam filhos dizendo que se não se comportarem vão chamar a polícia para prendê-los ou passar um corretivo. Esse tipo de procedimento demonstra a falta de habilidade educacional de alguns pais, pois introduzem a cultura do medo e transmitem aos filhos a imagem distorcida que a polícia é opressora, imagem essa, que podem carregar por toda vida.

9) Policial não tem prazer em multar e não recebe parte do valor da multa. Muitos condutores que infringem o Código Nacional de Trânsito preferem responsabilizar a tal indústria da multa na tentativa de se eximir da culpa. É comum o condutor que foi flagrado com carro estacionado irregularmente reclamar da ação do policial com a seguinte justificativa: “Poxa, só parei por 5 minutinhos. Você está sendo radical, deveria entender o meu problema”.  Resumindo, o motorista transgride a lei e o policial é culpado!!!

10) Armamento não letal pode gerar lesão e isso é normal em qualquer lugar no mundo. O uso de armas não letais ocorre, normalmente, quando da repressão de grande número de pessoas que estejam, ao mesmo tempo, praticando comportamento violento ou interferindo na ordem pública. Essas armas foram criadas como opção para que o policial possa agir sem por vidas em risco. Esse tipo de armamento (gás lacrimogênio, balas de borracha, spray de pimenta, arma de choque e canhões de água) pode promover incômodo forte, dor e até mal estar. Ocorre que muita gente usa essas eventuais lesões como forma de jogar a população contra a polícia, alegando, para tanto, abuso e até forma de tortura. Quando a pessoa não quer obedecer determinação legal, o policial, deverá agir. Não é possível fazer omelete sem quebrar ovos. Não é possível, se utilizando de flores e chocolate, conter manifestante que age com violência e de forma contrária à ordem pública.

 

Dr. jorge Lordello 

 

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