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Confronto Polícia X Bandido Por que sempre se tenta colocar culpa na polícia em caso de morte de sus Email

 Confronto Polícia X Bandido
Por que sempre se tenta colocar culpa na polícia em caso de morte de suspeitos?

 

Toda vez que suspeito morre em confronto com a polícia, seus familiares, antes mesmo de se inteirarem dos fatos ocorridos, passam a disparar acusações infundadas e levianas contra os policiais. Se aparecer alguém da imprensa no hospital, necrotério ou velório, o tom das acusações se eleva, colocando o falecido na qualidade de inocente e os policiais na de bandidos perversos e cruéis.
É como se fosse uma cartilha que prevê, imediatamente, a defesa daquele que perdeu a vida. As denúncias alardeadas, normalmente, apresentam a seguinte linha de raciocínio:
-O ente querido era trabalhador e bom filho
-A polícia promoveu execução sumária sem direito a defesa
-Motivo da morte: preconceito ou discriminação em razão de cor, raça, condição social e etc.

O leitor já deve ter visto entrevista de suspeito que foi flagrado pela polícia portando arma de fogo. A justificativa é sempre a mesma:
“Estou portando o revólver para me defender”.
O curioso, é que suspeitos detidos portando revólver ou pistola nunca admitem que iriam matar ou estavam a caminho para efetivação de assalto. A desculpa é sempre a mesma, pois na verdade não querem se comprometer ainda mais.
Na madrugada do domingo (12/2016), na cidade do Rio de Janeiro, Yuri Lourenço da Silva, 19 anos,  filho da cantora Tati Quebra Barraco,  foi morto durante operação policial na Cidade de Deus, onde morava. Tati estava realizando show em Belo Horizonte quando recebeu a fatídica notícia.
Horas depois, na rede social Facebook, a assessoria de imprensa da cantora divulgou a seguinte nota:
“Esperamos que a verdade - sobre uma suposta troca de tiros que nunca ocorreu - chegue à tona e que os responsáveis por registrarem/divulgarem fotos indevidas/desrespeitosas em um momento como esse, sejam punidos”.
No transcorrer deste artigo, trarei à tona os detalhes sobre a ocorrência que vitimou o filho da cantora Tati Quebra Barraco.
Por hora, continuaremos refletindo sobre o tema central desta discussão:                                                                                               
Será que é verdade que a polícia sai matando, de forma indiscriminada, pessoas humildes, trabalhadoras e inocentes, sem que tenham esboçado algum tipo de reação ou oposição ao trabalho policial?
Existe coerência em afirmar que policiais arrisquem perder profissão, cargo, liberdade e o sustento de suas famílias para matar sem que seja justificadamente?

Analisando essas indagações de forma desapaixonada e livre de emoções, não se pode concordar com esse tipo de conclusão.
Temos que compreender que ruas e avenidas em qualquer cidade brasileira funcionam como um verdadeiro “Big Brother”; estão repletas de câmeras de segurança, muitas vezes instaladas em pontos imperceptíveis ao transeunte. Não podemos esquecer, também, que todo brasileiro carrega celular com câmera e que, geralmente, filma qualquer tipo de ação policial e posta nas redes sociais imediatamente.
Portanto, o risco de o policial ser descoberto se atirar em alguém, seja um marginal ou não, que não tenha esboçado reação à prisão, é enorme.
Muitos criminosos morrem em confronto com a polícia nas seguintes situações:
1)Flagrados em ocorrências de roubo à mão armada ou outro tipo de crime praticado mediante uso de arma de fogo. Não desejando ser presos, tentam lograr fuga enfrentando a polícia em troca de tiros.
2)Boca de fumo: com a chegada de policiais em locais de venda de drogas, geralmente, em regiões periféricas das capitais, os “seguranças” do tráfico tentam impedir a prisão dos colegas de crime atirando contra a guarnição policial.
3)Comunidades dominadas pelo crime: em algumas regiões do país, principalmente no Rio de Janeiro, em razão da disposição topográfica, a polícia tem difícil acesso. Quando da necessidade de incursão, é quase certo que os policiais enfrentarão resistência por parte dos traficantes, que utilizam armamentos pesados e disparam a esmo, muitas vezes acertando moradores da comunidade. Nesses casos, a polícia é sempre apontada pelos populares como culpada.
O certo é que a legislação penal e processual penal brasileira prevê que toda ocorrência policial que termine em morte deve ser apurada com rigor por meio de imediata instauração de inquérito policial. No dia dos fatos, o Delegado de Polícia responsável pela investigação deve se dirigir ao sítio da ocorrência para fazer os primeiros levantamentos do local, em busca de angariar testemunhas, indícios e verificar se nas proximidades existem câmeras de segurança que possam ter flagrado alguma movimentação capaz de auxiliar na elucidação dos fatos.
A perícia técnica do Instituto de Criminalística também é acionada para fotografar o local do tiroteio e tentar arrecadar provas da ação criminosa, como cápsulas deflagradas que estejam no solo ou outro indício importante. Após a realização de todo esse trabalho, o corpo é retirado do local pelo carro fúnebre, que o conduzirá ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necrópsia. O médico legista deverá apontar quais as lesões constantes no cadáver e determinar a causa mortis. Nesse sentido, o profissional técnico terá condições de dizer se o disparo que acertou fatalmente a vítima foi efetuado a curta, média ou longa distância.   
Posteriormente, todos os policiais envolvidos na ocorrência, testemunhas dos fatos e familiares da vítima serão ouvidas pela autoridade policial, que ao final do procedimento investigatório poderá concluir se os policiais agiram:
a)Em legítima defesa
b)Em excesso de legítima defesa
c)Praticaram execução


A MORTE DO FILHO DA FUNKEIRA CARIOCA
Retornando ao caso que vitimou o filho de funkeira Tati Quebra Barraco, os policiais militares localizaram grande quantidade de drogas, sendo 153 trouxinhas de maconha, 221 sacolés de cocaína, dois rádios transmissores e uma pistola israelense de calibre 9mm.
De acordo com o Tribunal de Justiça fluminense, em set/2017 a juíza Marta de Oliveira Cianni condenou o filho da cantora a dois anos de prisão em razão da prática de crime de furto qualificado.
Nas redes sociais, a funkeira questionou a conduta do próprio filho, fazendo a seguinte postagem:
“Em que eu errei? Em que não fui rude? O que eu deixei faltar? Você e seus irmãos sabem o que eu fiz e venho fazendo pra dar o melhor pra vocês... Sem palavras, Yuri. Mãe vai te amar para sempre. Agora temos a Pérola para educar, melhorar o que não fui capaz de fazer por você. Me desculpe se fui uma péssima mãe ou se ensinei da maneira errada. Eu só queria o seu melhor”.
De qualquer forma, o certo é que enquanto a mãe estava trabalhando, o filho Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, encontrava-se na madrugada de domingo, na rua, na comunidade da Cidade de Deus. Se estivesse em casa, como a maioria dos jovens residentes em zonas carentes, descansando para trabalhar ou estudar no dia seguinte, com certeza não ganharia as manchetes dos jornais.
O inquérito policial vai trazer à tona todos os detalhes do ocorrido.
Se a versão dos policiais for confirmada, a tendência é que o inquérito policial seja arquivado. Se, porventura, levantar-se prova contrária, caminhando na linha do excesso ou execução, o Ministério Público oferecerá a devida denúncia à Justiça.
O que não se deve é prejulgar a ação dos policiais, sob pena de se sofrer futuras sanções penais e até mesmo ações de cunho indenizatório como forma de reparação de danos morais.

 

Dr. Jorge Lordello

 

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