Página Inicial arrow Legislação arrow A tirania da turma do “politicamente correto”
Domingo - 05 de Abril de 2020

Segurança da Mulher

Assédio Sexual
Dicas Especiais

Segurança no Trabalho

Incêndio

Segurança da Informação

Espionagem Industrial

Frases do Dr. Lordello

frase8.png

Enquete

Quais as razões para o aumento da criminalidade?
 

Cadastre-se no Portal

Cadastre-se no Portal e receba nossos informativos periodicamente, além de concorrer a livros e convites para palestras.

:




Redes Sociais

Visite nosso canal no Youtube!
Conecte-se ao Facebook!

Nossos Parceiros

Ganhe mais visibilidade. Anuncie aqui!
Método Lordello de Treinamento em Segurança
Comunicação Juridica
Grupo Padrão
Pro Security
Top Clean
ATS Terceirização
ASC Service
Crimes & Acidentes
Grupo Vip
Grupo GP
Protecães
Lordello Consultoria
Terras de Gênova
Avitran
FL Terceirização
Grupo Titanium
Full
Life Condomínios
Wall Service
Leão Serviços
Porto Service
NR Service
Seguridade
Associação Nacional de Agentes de Segurança
QAP Segurança
Méthodo Gestão Educacional
Good Clean
JSEG Vigilância
Condomínio em Foco

Quem está On-line

A tirania da turma do “politicamente correto” Email

O conceito de “politicamente correto” surgiu nos EUA nos anos 70 como forma de linguagem que objetivava banir o uso de determinados termos considerados preconceituoso, injustos ou ofensivos a determinadas categorias sociais, como as mulheres, negros, homossexuais, bandidos, entre outros. A ideia, interessante, visa impedir que grupos se sintam excluídos, ofendidos ou diminuídos.

Uma das primeiras imposições dos “politicamente corretos” foi o emprego da expressão ”afro-americano”, para quando se referir ao indivíduo negro nascido naquele país, que assim é identificado pela ascendência e não pela cor.

Portanto, o objetivo desse movimento foi definir o que seria  aceitável e inaceitável para a linguagem das pessoas. Com tempo, passou a policiar também a conduta de pessoas ou grupos.

Após alguns anos, difundiu-se em diversos países, inclusive no Brasil; os “politicamente corretos” passaram a compor exageros e exercer patrulhamento ideológico de comentários e pautas de destaque ou notoriedade.

Chegamos ao ponto que perguntar para uma mulher se ela tem namorado é considerado politicamente incorreto, pois isso a faz exclusivamente heterossexual.

           O ideal é dizer: “Você está saindo com alguém?”.

Não se deve falar “favela” e sim “comunidade”. Muda-se a palavra, mas o local de moradia precária continua o mesmo.

O medo de ser perseguido pelos “politicamente corretos” faz com que muitas pessoas, ao falar em público, pisem em ovos. A escolha de cada palavra deve ser feita com muito cuidado, de forma milimétrica.

Jamais fale viciado, mas sim dependente químico.

O cego deve ser tratado como deficiente visual.

É proibido dizer que alguém está num relacionamento homossexual. O termo correto é homoafetivo.

Não se deve tecer críticas contra ideologia ou partido político pois será contextualizado como discurso de ódio.

O Prefeito eleito de São Paulo, João Doria Junior, disse em determinado momento da campanha eleitoral/2016 que iria doar o primeiro sálario para a Associação da Criança Deficiente. Esse comentário ganhou destaque negativo na mídia, pois o correto é dizer “criança portadora de deficiência”. Os politicamente corretos criticaram sua forma de expressar e não enalteceram a doação que vai melhorar a qualidade de vida dos jovens.

-Funcionário virou colaborador

-Empregada virou assistente do lar

-Pessoa pobre tem que ser tratada como menos favorecido

-Menino de rua se tornou “menino em situação de rua”

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, elaborou em 2004 a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos”, como forma de chamar a atenção dos brasileiros para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”. Transcrevo algumas orientações fornecidas:

- “A coisa ficou preta” – A frase é utilizada para expressar o aumento das dificuldades de determinada situação, trazendo forte conotação racista contra os negros.

- Barbeiro – O uso da expressão, no sentido de motorista inábil, obviamente é ofensiva ao profissional especializado em cortar cabelo e aparar barba.

- Beata – O termo deprecia as mulheres que vão com muita frequência às missas e ofícios da Igreja Católica.

- Branquelo – Por incrível que pareça, existe no Brasil preconceito racial contra pessoas brancas. Mais fortemente contra membros das colônias europeias no Sul do País. “Branquelo” e “branquelo azedo” são duas das expressões pejorativas contra os brancos.

- Gilete – Expressão depreciativa das pessoas cuja orientação sexual é dirigida tanto a homens como a mulheres. O termo adequado é bissexual.

- Ladrão – Atualmente, o termo é mais aplicado a indivíduos pobres. Os ricos são preferencialmente chamados de “corruptos”, o que demonstra que até os xingamentos têm viés classista.

- Maria vai com as outras – Expressão preconceituosa contra as mulheres consideradas de caráter fraco ou sem personalidade.

- Melhor idade – Fórmula ainda mais eufemística do que “terceira idade” para referir-se às pessoas idosas. Não contribui para ampliar sua autoestima nem sua dignidade.

- Pivete – Um dos vários termos pejorativos para o adolescente em situação de rua ou que comete atos infracionais.

Para ter acesso à cartilha completa:

http://www.dhnet.org.br/dados/cartilhas/a_pdf_dht/cartilha_politicamente_correto.pdf

Está terminantemente proibido usar o termo “trombadinha”, “bandido mirim” ou “delinquente juvenil”. O correto é criança ou adolescente que praticou ato infracional. O termo é pomposo mas não representa a gravidade de muitos dos atos criminosos praticados por indivíduos menores de idade.

Essa retórica me faz lembrar de antigo jargão popular: “Me engana que eu gosto”. Exigem mudanças de termos e palavras, mesmo que não sejam usadas como forma de preconceito ou discriminação, mas o contexto do problema continua o mesmo, praticamente sem nenhum avanço. A preocupação do “politicamente correto” é com o embrulho, a casca, a aparência, mas o recheio...

Na área da segurança pública e justiça criminal, o policiamento realizado pela turma do politicamente correto é intenso.

Vamos a alguns exemplos:

-O uso do armamento não letal é criticado sistematicamente. Não desejam que a polícia restabeleça a ordem usando spray pimenta, jatos d’agua e bombas de efeito moral, mas não dizem como as forças policiais devem agir para controlar vândalos, baderneiros e Black Bocs. Imputam à polícia o olhar repressivo da época da Ditadura.

-Os politicamente corretos têm olhar sensível aos criminosos, pois os veem como vítimas da injusta sociedade. Já em relação às verdadeiras vítimas, as pessoas que sofrem todos os tipos de agressões e até perdem suas vidas nas mãos de bandidos, esse grupo silencia. É como se não existissem e sua dor não tivesse relevância no contexto do preconceito.

-Cadeia é faculdade do crime! Presídio não regenera! É com esse tom inflamado que o politicamente correto afirma que prender não é a solução, e por isso, o grito de guerra é que a maioria dos detentos deveria ganhar liberdade. O problema é que essa minoria organizada não aponta caminho eficaz para a recuperação de marginais perigosos. Dizem apenas que o Estado deve investir maciçamente em educação, o que concordo, mas enquanto isso não acontece, o melhor é deixar marginais nas ruas ao invés que na cadeia?

Ao meu ver, foi criado no Brasil uma ouvidoria velada; são poucas pessoas que atuam de forma unida e coordenada, que acabam tendo mais voz que a maioria desunida.

Caro leitor, cuidado ao falar em público ou escrever nas redes sociais; de uma hora para outra você poderá ser bombardeado por críticas ácidas e vorazes ou até mesmo acionado como réu em processo judicial.

Recentemente, ao entrar em uma padaria, fiquei estupefato em verificar que o antigo “teta de nega”, doce de infância, mudou de nome; agora é chamado “mamilos de afrodescendente”; tudo para agradar os politicamente corretos. Não sei se eles permitem usar outra denominação conhecida na minha infância, a “Nhá Benta”. Aconselho os donos de panificadoras abolir esses termos para evitar perseguições. Em relação ao bolo “nega maluca”, o conselho é parar a fabricação ou alterar a nomenclatura !

Outra dica importantíssima, é para os contadores de anedotas. Muito cuidado com os temas escolhidos; vocês poderão sofrer bullying dos patrulheiros de plantão.

Já adianto aos arautos da moralidade, que sou absolutamente contra qualquer prática discriminatória ou preconceituosa, tanto é que ministro aulas e já escrevi muitos artigos sobre esse tema. Por isso, peço que meus pensamentos não sejam distorcidos pelo simples fato que me posiciono contrário ao referido patrulhamento, principalmente quando se verifica nítido viés ideológico.

Aos donos da verdade no Brasil, só tenho um conselho...vistam as sandálias da humildade para não incidir no erro de promover discriminações às avessas.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

< Anterior   Próximo >
 AdvertisementAdvertisement