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Você já foi perseguido por parceiro que não se conformou com o final do relacionamento? Email

Você já foi perseguido(a) por parceiro(a) que não se conformou com final de relacionamento? Acredito que todos aqueles que lerem este meu artigo vão responder um sonoro “sim”.

Essa prática horrenda de incomodo é chamada pelos americanos de “stalking”, que deriva do verbo “to stalk”, que significa ficar à espreita, vigiar, espiar.

O stalkeador promove seguidas atribulações à pessoa que o rejeitou afetivamente, tais como inúmeras ligações e mensagens via telefone fixo e celular; remessa de presentes endereçados à casa e ao trabalho, encontros repentinos e inesperados, que provocam constrangimento, além de muitas outras formas de agressão psicológica.

Como exemplo atualíssimo, temos as redes sociais, que, usadas como armas, podem se transformar em terrível pesadelo para as vítimas. Geralmente, começa de forma amigável e aparentemente carinhosa, desejando um bate-papo por celular ou ao vivo. Recados e convites insistentes fazem parte do cerco sombrio e é o prenúncio do início da fase mal educada e agressiva, caracterizando o que podemos chamar de cyberstalking.

Em setembro/2015, a Justiça do Distrito Federal condenou um homem a quatro meses de detenção, com pena convertida a acompanhamento psicossocial aos finais de semana, pela prática de “stalking” contra a ex-mulher. Extremamente possessivo e ciumento, não se conformava com o fim do relacionamento e passou a vigiar, perseguir e chantagear a ex-companheira.

A situação ficou tão grave que ele chegou a ser preso em flagrante, mas em seguida foi beneficiado com a suspensão condicional do processo. No dia seguinte ao ser colocado em liberdade, procurou a vítima, reiniciando todo o processo de perseguição.

O promotor do caso relatou que o ameaçador “buscou minar a resistência psicológica da vítima mediante vigilância constante, perseguição contumaz, manipulação e chantagem, limitando ilegalmente seu direito de ir e vir, o que caracteriza a prática de stalking". Por isso, o réu foi preso novamente e ficou em cárcere por cerca de 90 dias,  findo os quais,  foi posto novamente em liberdade.

A juíza Gislaine Reis, em sua sentença, definiu stalking:

“O agente pratica uma conduta de assédio, correspondendo a uma obsessiva perseguição, de modo ativo e sucessivo, sempre na busca incansável de manter-se próximo, por motivos variados, como amor, desamor, vingança, ódio, brincadeira ou inveja". 

Ao terminar relacionamento por excesso de ciúmes, possessividade extrema ou algum tipo de violência física ou verbal, pode esperar que o ex vai chorar, implorar perdão, mandar flores, cesta de café da manhã e etc. A conversa é sempre a mesma e tem intuito de reatar e manter a pessoa próxima:

“Me perdoa amor, prometo que vou mudar; aprendi a lição; você é o amor da minha vida... mereço uma segunda chance”.

Se você ofertar a segunda, terceira ou quarta chance, dará oportunidade de o seu parceiro(a) investir contra você com maior intensidade  Se você estiver convicta que não deseja voltar com seu "ex",  jamais aceite convite para bater-papo, pois pode ser uma armadilha fatal!  

Há mais de 25 anos estudo e pesquiso sobre relacionamentos conflituosos. Já ministrei inúmeras palestras e fui autor de dezenas de artigos sobre o tema. No ano passado lancei o livro “Paixões Perigosas”, pela Editora Sicurezza.

A estratégia que recomendo para tentar frear o ímpeto do “stalker”, é não retornar qualquer contato dele, seja por telefone ou mensagem.  Não atenda telefonema, evite qualquer tipo de diálogo. Cada vez que você retrucar o "ex", estará lhe dando esperanças. Jamais demonstre piedade ou assuma qualquer atitude que alimente possibilidade de retorno.

O segredo é vencer pelo cansaço, portanto, tome "chá de sumiço". Se o "ex" te persegue em vários lugares, mude hábitos e rotina. Se a insistência estiver insuportável ou perigosa, dirija-se à Delegacia do seu bairro e peça providências, principalmente para mantê-lo distante!

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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