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Qual providência administrador/empresário deve tomar se um funcionário for flagrado cometendo crime Email

Essa questão é complexa, pois muitas vezes os administradores se influenciam por valores emocionais quando deveriam usar somente a razão. 

A experiência policial diz que qualquer pessoa ao ser presa em flagrante demonstra arrependimento ou simplesmente nega o crime, mesmo quando as provas são evidentes e esclarecedoras.

Durante nossa pesquisa de campo, diversos empregadores, ao serem questionados se em suas empresas algum funcionário já sido pego subtraindo ou desviando alguma mercadoria ou dinheiro, invariavelmente, responderam positivamente. Logo em seguida, indagou-se sobre a providência tomada; as respostas foram as mais variadas, tais como:

“Eu acabei perdoando o rapaz; ele até chorou de arrependimento. Fiz ele pedir as contas”. Esse tipo de atitude, geralmente, acaba trazendo problemas futuros ao empregador. O funcionário que foi pego em flagrante, num primeiro momento chora e pede desculpas, pois sabe que pode ser levado a uma delegacia de polícia e ser preso sem direito a fiança. Ele acaba assinando a carta de demissão e assim consegue escapar da prisão em flagrante.

Ocorre que depois de alguns dias ele reflete, consulta seus amigos e acaba entrando com reclamação trabalhista, podendo pedir valores absurdos. Em muitos casos que tomamos ciência, o funcionário chegou a alegar que foi obrigado a assinar a demissão em razão de acusação injusta contra sua pessoa.

Diante do exposto, surge outra pergunta fundamental: como o empregador irá provar que o funcionário está mentindo?

Fica complicado para o empregador acusar o ex-funcionário pelo crime que cometeu meses atrás, pois as provas se perderam no tempo. Lembre-se que o testemunho dos funcionários atuais pode ser considerado suspeito pela justiça. Outra resposta que ouvi bastante de empregadores, foi a seguinte: ”Não quis chegar ao extremo de levar o funcionário para a delegacia. Fiz ele pedir demissão e assinar carta afirmando ser culpado pelo crime; assim fico resguardado”.

A questão é a seguinte: será que fica resguardado mesmo? Creio que não. Se porventura o funcionário criminoso posteriormente for à justiça do trabalho, com certeza dirá que tal carta na qual confessa a autoria de um delito foi assinada sob pressão e que não denota a veracidade dos fatos. Ele com certeza dirá que foi obrigado a assinar uma folha em branco ou que assinou sem ler o conteúdo. Portanto, entendemos que esse não é o melhor procedimento a ser adotado. Encontrei, ainda, alguns casos nos quais o empregador perdoou o delito cometido pelo funcionário e resolveu dar uma nova chance, mantendo-o no cargo. Essa saída também é horrível, pois os demais funcionários saberão do ocorrido e com certeza não será um bom exemplo para a organização.

Em uma empresa de auto peças, o proprietário relatou que já perdoou funcionário que desviava mercadorias e meses depois tomou ciência que a mesma pessoa continuava com as subtrações, agora em companhia de mais dois colegas de serviço. 

Bem, mas qual a solução recomendada?

O funcionário que for pego em flagrante deve ser encaminhado à delegacia do bairro e apresentado ao delegado de plantão, que tomará as providências cabíveis, ou seja, lavrará o auto de prisão em flagrante delito.

A melhor estratégia é não revelar de imediato a intenção de levar o funcionário à polícia, pois ele pode se sentir acuado, tentar fugir e até agredir as pessoas. Telefone para o 190 ou para a delegacia do bairro, narre o ocorrido e solicite uma viatura policial. Os policiais civis ou militares irão indicar as provas e testemunhas que deverão acompanhá-los à delegacia para a formalização da ocorrência policial. Não podemos esquecer que tal atitude serve como exemplo para toda a empresa.

Lembre-se que não é possível fazer omelete sem quebrar os ovos!!! Além de contratar mal, muitas empresas demoram para demitir os funcionários que não mais correspondem ao esperado. A demora excessiva da demissão permite ao empregado problemático ou fraudador ampliar seu investimento emocional no emprego. E quanto mais ele fica, maior será a possibilidade de uma demissão complicada e onerosa.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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