Página Inicial arrow Legislação arrow A raiz do crime no Brasil é a certeza da impunidade. Você concorda?
Domingo - 05 de Abril de 2020

Segurança da Mulher

Assédio Sexual
Dicas Especiais

Segurança no Trabalho

Incêndio

Segurança da Informação

Espionagem Industrial

Frases do Dr. Lordello

frase1.png

Enquete

Quais as razões para o aumento da criminalidade?
 

Cadastre-se no Portal

Cadastre-se no Portal e receba nossos informativos periodicamente, além de concorrer a livros e convites para palestras.

:




Redes Sociais

Siga-nos no Twitter!
Conecte-se ao Facebook!

Nossos Parceiros

Ganhe mais visibilidade. Anuncie aqui!
Método Lordello de Treinamento em Segurança
Comunicação Juridica
Grupo Padrão
Seguridade
Associação Nacional de Agentes de Segurança
QAP Segurança
Méthodo Gestão Educacional
Good Clean
JSEG Vigilância
Condomínio em Foco
Pro Security
Top Clean
ATS Terceirização
ASC Service
Crimes & Acidentes
Grupo Vip
Grupo GP
Protecães
Lordello Consultoria
Terras de Gênova
Avitran
FL Terceirização
Grupo Titanium
Full
Life Condomínios
Wall Service
Leão Serviços
Porto Service
NR Service

Quem está On-line

A raiz do crime no Brasil é a certeza da impunidade. Você concorda? Email
“Voo não deve decolar. Marcado. Vai cair. Retaliação. Carga é perigosa. Estejam avisados”. Você acha que merece punição alguém que envie e-mail anônimo com essa frase para companhia aérea ou acha que é apenas brincadeira de mau gosto que deve ser relevada? Deveria haver algum tipo de penalização criminal ou seria exagero? As respostas serão completamente diferentes, dependendo da cultura do país onde ocorrer tal fato. No Brasil, muitos ações, desse tipo ou até mais graves, são relevadas. A legislação prevê penas leves ou sequer estabelece punição. Muitas vezes, uma cesta básica resolve toda a questão. Legisladores americanos não pensam assim; estabelecem punição rígida como forma de gerar na sociedade sentimento de punidade. O leitor deve estar lembrado do jovem brasileiro que morava em Miami e que no início de 2014 mandou mensagem eletrônica com nome fictício com ameaças de bomba a uma companhia de aviação; texto transcrito no início do primeiro parágrafo deste artigo. A polícia foi acionada imediatamente. O jovem, que iria voltar para o brasil, foi detido dentro do avião. Observe o que ele disse naquela oportunidade: "Eu estava sentado na minha poltrona quando vi uns dez agentes do FBI, da CIA e da polícia entrando no avião. Na hora pensei: “nossa, deve ter alguém muito perigoso aqui dentro'. E no fim, era eu". A mãe do rapaz estava no Brasil e comentou à imprensa: "Quero que seja resolvido esse mal-entendido. Muitos frequentam a faculdade, então não acho que tem sentido acusar meu menino por um e-mail dizendo que foi ele quem enviou. Acho que estão pegando um pouco pesado, dizendo que ele é terrorista. Quero saber se foi ele quem escreveu esse e-mail. Quero que me provem isso". A investigação e o julgamento foram rápidos, comprovando a culpa de Francisco Fernando Cruz, que achou por bem confessar o crime de ameaça de bomba, pois, nos EUA, mentir à polícia ou à justiça é considerado crime de perjúrio, com pena em torno de 5 anos de reclusão. A tal “brincadeira” custou mais de um ano em penitenciária americana. Após cumprir a pena, o jovem foi deportado, mas seu retorno compulsório ao Brasil não foi nada agradável. Francisco, depois de deixar penitenciária na Geórgia, foi conduzido por dois oficiais de imigração até o aeroporto de Atlanta, e só teve as algemas dos pés e das mãos retiradas na sala de embarque. Ainda assim, os agentes americanos viajaram com ele até o Brasil, um de cada lado da poltrona onde ele estava. O rapaz comentou sobre o constrangimento que passou: "Se eu ia ao banheiro, um deles ia comigo. Me senti um pouco humilhado. Não tinha necessidade de tudo isso". Dizem que a violência anda de mãos dadas com a impunidade... Você concorda? Francisco ainda teria dito que: "Não sabia que era crime. Se soubesse, jamais teria enviado". Será que não sabia mesmo? Será que o brasileiro, que na época tinha 22 anos e cursava universidade americana, não tinha ciência de que sua atitude era reprovável nesse país que já sofreu diversos atos terroristas que redundaram em centenas de mortes? O jornalista e político Carlos Lacerda, disse, certa vez, que "a impunidade gera a audácia dos maus”. Marco Túlio Cícero, reconhecido como uma das das mentes mais versáteis da Roma antiga, escreveu em 86 a.C. que “o maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade”. Qualquer pessoa, antes de cometer ato reprovável, seja dentro de casa, na escola, no campo de futebol, no trânsito e etc., faz reflexão sobre o risco de punição e suas consequências. É nesse momento que decide se vale a pena ou não colocar em prática a vontade de infringir normas. Essa decisão é galgada no exemplo vivenciado por outras pessoas que resolveram arriscar, por exemplo, beber e dirigir e foram flagradas em blitz policial. Qual foi o prejuízo causado ao condutor ébrio? Foi preso ou recebeu apenas multa? O carro foi apreendido ou liberado? A carteira de habilitação foi cassada ou continua com o infrator? Portanto, caro leitor, a decisão de praticar ou não atos ilícitos, não vem apenas da formação familiar, escolar ou religiosa. O medo ou receio da penalização e suas consequências pode fazer com que a vontade de delinquir seja refreada.
 
Dr. Jorge Lordello 
 

< Anterior   Próximo >
 AdvertisementAdvertisement