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Você é contra ou a favor que bancos tenham portas giratórias com detectores de metal? Email

A resposta é simples: depende do tipo de cliente que você é. Se for daquele que prioriza comodidade, não vai querer nenhum tipo de obstáculo. Mas se for preocupado com segurança, vai se sentir muito mais tranquilo se o Banco tiver um aparato preventivo logo na entrada e, portanto, mesmo perdendo alguns segundos para adentrar na agência, votará favoravelmente, bem como os funcionários dos Bancos, e também os vigilantes que ali trabalham, pois temem a invasão de bandidos, normalmente bem armados e muito perigosos.

Há 20 anos fui convidado para ministrar palestra em um condomínio em São Paulo, onde iria falar sobre normas e procedimentos recomendados para ter controle de acesso seguro de pessoas, veículos e mercadorias. Quando comentei que entregador de pizza ou da farmácia não deveriam subir nos apartamentos, a reclamação foi geral. Ao sugerir que fosse instalado segundo portão de acesso para automóveis e pessoas, para formar a chamada eclusa, muitos participantes se revoltaram, dizendo que esses obstáculos iriam tirar a comodidade daqueles que ali moravam.

Muitos anos se passaram; a criminalidade veio a mostrar cada vez mais suas garras e os moradores de edifícios passaram, então, a entender que equipamentos físicos e eletrônicos são necessários para minimização de riscos. Não conheço prédio em São Paulo que permita entregador de delivery subir à noite nos apartamentos. Em quse todos o países, portas giratórias são utilizadas por bancos para dificultar o acesso de pessoas armadas às agências. O travamento ocorre automaticamente quando o sensor da porta detecta determinada quantidade de metal com a pessoa. Pequenos objetos, como moedas ou zíper da calça, não devem provocar o travamento.

Não estranhe o fato de, eventualmente, a porta travar quando você estiver portando os mesmos objetos com os quais habitualmente tem acesso liberado. Nesse caso, o equipamento pode estar com problema de verificação de sensibilidade, necessitando manutenção.  

Recentemente, presenciei fato lamentável ao entrar em agência bancária. A porta giratória travou para uma cliente com cerca de 30 anos. Educadamente, o vigilante pediu que ela colocasse os objetos metálicos no passa-volume ao lado. Imediatamente, a moça se irritou e passou a gritar que não era bandida. O funcionário da segurança, já acostumado com esse tipo de interpelação, passou a dizer,  que apenas estava cumprindo ordens e que as medidas de segurança visavam resguardar a segurança de todos os clientes.

A irritada cliente continuou a esbravejar e ofender moralmente o vigilante, sendo que em dado momento berrou:

“Vou chamar uma viatura da polícia e processar o Banco”. Me aproximei do vigilante e disse que iria deixar meu cartão de visitas e que seria testemunha dele, caso fosse necessário.

Logo em seguida, a moça calou-se e foi embora envergonhada.

No ano passado uma empregada doméstica teve que tirar a blusa pois carregava no bolso interno pequena marmita de alumínio. Ela se sentiu ofendida, contratou advogado e entrou com ação reinvindicando R$ 70 mil por danos morais. O processo foi considerado improcedente.

Uma juíza de direito se manifestou na mesma direção em ação parecida e mencionou em sua sentença: "A vida é composta por prazeres e desprazeres. Indenizável é o dano moral sério”.

Em portarias de prédios encontramos situações parecidas onde visitantes se sentem ofendidos em ter que fornecer documento de identidade ao vigilante. A Lei Federal 5.553/68, alterada pela Lei  9.453/97, permite que nos locais onde for indispensável a apresentação de documento público para realização de controle de acesso de pessoa, será feito o registro dos dados e o documento imediatamente devolvido ao interessado.

O curioso é que em Motéis o cliente entrega Cédula de identidade, que geralmente fica retida na portaria e ninguém reclama.

Portanto, o que não pode ocorrer é tratamento vexatório ou discriminatório por parte do vigilante bancário ou qualquer outro funcionário que realize o controle de acesso de pessoas.

A sociedade deve cobrar dos Bancos que os detectores das portas giratórias sejam de boa qualidade e que passem regularmente por manutenção, evitando, assim, alarmes falsos.

Devemos cobrar, também, que os vigilantes armados de agências bancárias passem por treinamento e reciclagem contínuos, para aprimorar sua atuação frente a situações de risco e estresse.

Por outro lado, devemos compreender que não existe segurança sem tirar um pouco a comodidade das pessoas.

 

 

Dr. Jorge Lordello 

 

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