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Quinta-feira - 21 de Outubro de 2021

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Internet: Pais pagam por ações inconsequentes de filhos Email
É comum pais dizerem a filhos: “Não converse com estranhos na rua que é muito perigoso”. Por outro lado, cada vez mais cedo filhos são presenteados com equipamentos eletrônicos ligados à internet, podendo, assim, ter acesso ao mundo digital, onde ficarão à vontade para conversar com muita gente. Crianças e adolescentes são imaturos, irresponsáveis e não têm noção dos riscos que podem enfrentar; geralmente levam tudo na brincadeira. O pior, é quando o problema sobra também para os genitores. Recentemente, tomei ciência de decisão judicial que serve de alerta para muitos pais. Um jovem de dezessete anos criou perfil usando nome de uma colega de faculdade. Como se fosse ela, publicava material pornográfico e narrava aventuras sexuais fantasiosas. Essa brincadeira de péssimo gosto durou mais de 12 meses, gerando prejuízos emocionais à vítima, que resolveu se socorrer da polícia e da justiça; só então a página foi retirada do ar. Em seguida, a 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça/SP condenou os pais do adolescente infrator a pagarem indenização por danos morais no valor de R$ 55 mil. O desembargador Fábio Henrique, relator do processo, asseverou que "o avanço tecnológico e a intensa divulgação na mídia impressa e televisiva a respeito das diversas fraudes e crimes praticados na internet, exige dos pais especial cautela e dever de vigilância dos filhos na utilização das ferramentas disponíveis no mundo virtual”. Assim como devemos agir eticamente e com educação com as pessoas no mundo real, devemos, da mesma forma, nos comportar na rede mundial de computadores. Mas será que os filhos sabem disso? Será que eles entendem a gravidade dos problemas que podem criar para os pais se forem levianos, agressivos e inconsequentes no mundo virtual? É claro que não! Não basta apenas avisar, orientar e instruir, é preciso monitorar o computador e celular de seu filho, evitando, assim, receber em casa a visita de um investigador de polícia ou do oficial de justiça!
 
Dr. Jorge Lordello 
 

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