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Qual o real valor dos depoimentos das testemunhas na polícia e na justiça? Email
Qual o valor do depoimento de testemunha ocular ou de outra que de alguma forma teve conhecimento quanto a detalhes da prática de um crime? O leigo pode acreditar que retratará fielmente os fatos ocorridos, mas na prática forense não é bem assim. Por incrível que pareça, várias pessoas podem enxergar no mesmo episódio realidades diferentes. A programação neurolinguística explica que apesar de todas as pessoas terem os cinco sentidos, é natural que um ou dois deles sejam mais apurados. Encontramos aqueles indivíduos que são tremendamente auditivos, ou seja, “escutam” o mundo, prestam atenção em todos os ruídos e sons, por menos audíveis que sejam. Outros são extremamente visuais; é como se fizessem verdadeiro raio X do ambiente, captando detalhes mínimos do local, como rachaduras ou posicionamento da mobília, deixando em segundo plano os mais evidentes. No início de março/2013, foi noticiado o suicídio do músico Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como Champignon, que foi integrante da banda “Charlie Brown Jr”. A morte aconteceu de madrugada, no apartamento onde ele residia. A arma utilizada foi uma pistola calibre 380. O vizinho do mesmo andar deu a seguinte declaração à imprensa: "Eu ouvi um tiro, fui ver o que era e o rapaz já estava caído, cheio de sangue". O curioso, é que os peritos verificaram que a vítima ofertou dois disparos no quarto e não somente um, como narrou a testemunha. Outro fato que chamou a atenção, é que outra testemunha que viu a cena de morte disse que o tiro foi efetuado na boca. Horas depois, a polícia confirmou que o músico cometeu suicídio com disparo na têmpora direita. Cabe, portanto, um questionamento: as testemunhas mentiram? Absolutamente não. Elas narraram a realidade que presenciaram, de acordo com suas experiências de vida e levando-se em consideração, ainda, que foram tomadas pela emoção do fato inesperado. Todas essas circunstâncias fazem com que a mesma realidade seja percebida de forma diferente por pessoas que presenciaram o mesmo fato. Em virtude dessa condição, inerente ao ser humano, a prova testemunhal é considerada no direito “a prostituta das provas” e deve sempre ser recebida com reservas. Não podemos esquecer das testemunhas que são amigas ou inimigas de uma das partes ou têm algum interesse pessoal ou financeiro no desfecho do caso. Nesses casos, é comum surgirem as mentiras e/ou omissões convenientes. E aquelas que se sentem ameaçadas direta ou indiretamente, será que vão contribuir com a verdade real? Portanto, na fase de investigação policial, como também na instrução criminal, depoimentos de testemunhas devem ser analisados no contexto geral das provas e indícios colhidos.
 
 
Dr. Jorge Lordello 
 

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