Página Inicial arrow Legislação arrow Pais que não punem filho e leis que não punem bandidos
Quinta-feira - 21 de Outubro de 2021

Segurança da Mulher

Assédio Sexual
Dicas Especiais

Segurança no Trabalho

Incêndio

Segurança da Informação

Espionagem Industrial

Frases do Dr. Lordello

frase8.png

Enquete

Quais as razões para o aumento da criminalidade?
 

Cadastre-se no Portal

Cadastre-se no Portal e receba nossos informativos periodicamente, além de concorrer a livros e convites para palestras.

:




Redes Sociais

Visite nosso canal no Youtube!
Siga-nos no Twitter!

Nossos Parceiros

Terras de Gênova
Crimes & Acidentes
Condomínio em Foco
Porto Service
Comunicação Juridica
NR Service
Seguridade
Good Clean
Grupo Vip
Life Condomínios
Grupo Padrão
JSEG Vigilância
Associação Nacional de Agentes de Segurança
ASC Service
Méthodo Gestão Educacional
Grupo Titanium
Lordello Consultoria
Leão Serviços
Pro Security
Avitran
Grupo GP
FL Terceirização
Full
Método Lordello de Treinamento em Segurança
Top Clean
Protecães
QAP Segurança
ATS Terceirização
Wall Service
Ganhe mais visibilidade. Anuncie aqui!

Quem está On-line

Pais que não punem filho e leis que não punem bandidos Email

Para que um crime aconteça, é necessária participação de dois agentes: criminoso e vítima. O bandido é a parte ativa da trama. Por decisão e motivos próprios, o autor do delito decide matar, estuprar, roubar, agredir ou até mesmo ofender alguém. A vítima, que se encontra no polo passivo, geralmente é pega de surpresa, sem ter condições de reagir e enfrentar o agressor com as mesmas armas e disposição. Portanto, podemos concluir que o marginal age de forma covarde, vil, sorrateira e contrária aos mandamentos legais. Quando o delito é esclarecido e o culpado condenado, a justiça aplica penalidade estipulada pela legislação penal. Alguns países como: EUA, Alemanha, Inglaterra e Japão, considerados de primeiro mundo, optaram em punir com severidade delitos considerados leves e medianos, desestimulando, assim, aqueles com índole duvidosa a praticarem crimes mais graves. Brasil, Bolívia e Paraguai pensam de maneira diferente. As penas de delitos considerados de menor potencial ofensivo são trocadas por cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade. Se o crime for de maior gravidade, temos o conceito de “presunção de inocência”, ou seja, mesmo aquele detido em flagrante acaba conseguindo benefício de responder ao processo em liberdade. Entendo que o maior estímulo para a prática criminosa é a certeza ou a grande possibilidade de impunidade. A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa! O Juiz responsável pela Vara Criminal de Joaçaba, oeste de Santa Catarina, iniciou projeto denominado “reeducação do imaginário”, voltado para presidiários em sua comarca. A proposta consiste na distribuição de livros aos apenados. Um dos coordenadores explicou que "os detentos que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada um, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias de suas respectivas penas", ou seja, para cada livro lido desconta-se 4 dias da penalização. O mais curioso, são os livros escolhidos, tais como, “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, “Coração das Trevas”, de Joseph Conrad e obras de William Shakespeare, Charles Dickens, Walter Scott, Camilo Castelo Branco, entre outros. O pintor Leonardo Da Vinci disse certa vez que "aquele que não pune o mal, ordena que ele seja feito". Ele estava coberto de razão.

Nossa lei Penal não pune com rigor, por isso não gera temor. O jornalista e escritor Carlos Lacerda escreveu na mesma linha de raciocínio que “a impunidade gera a audácia dos maus”. Amigo leitor, o que podemos esperar de pais que não punem filhos, escolas que não punem alunos e leis criminais que não punem severamente bandidos.

 

Dr. Jorge Lordello 

 

< Anterior   Próximo >
 AdvertisementAdvertisement